BETINHO NARRANDO Tava lá na lanchonete, mó barulheira do caralhø como sempre. Moto passando na rua, som alto tocando funk, gente conversando pra cacëte, latinha abrindo a cada segundo. O clima de sempre, né? Mas ali, mermão, tu tem que tá ligadão, porque se tu vacilar, vem um malandro qualquer e pah, te passa na frente na maior cara de paü, furando a fila. — Ho cüzão, tá me vendo aqui não sei porr@, tá cego fiote, qualé? — já perguntei boladão, um cara que tava tentando furar a fila. — Desculpa Mano! — Desculpa nada, seu comédia, vai pro final agora. Vai! — Já fui logo dando papo e ele foi pro final. Quando eu finalmente fiz meu pedido, dois podrão completo e uma Coca de um litro geladinha, já tava pronto pra tirar a grana da carteira, aquele ritual de sempre, né? Foi aí que o Cho

