Capítulo 125 - Nenê

1206 Palavras

NENÊ NARRANDO Quando Isabela ia sair do quarto quase correndo, meu coração deu um salto. Ela parecia desesperada pra fugir e eu, no instinto, me coloquei na frente da porta. Não queria que ela fosse embora, que me deixasse sozinho com os fantasmas que carrego. Mas aí ela pegou na minha mão, suave, com aquele toque que sempre me desarma, e me chamou para sair e tomar um ar. Não hesitei, e quando me virei pra trancar a porta, ela segurou minha mão de novo. — Deixa aberto — ela pediu, olhando direto nos meus olhos. Fiquei ali, parado, encarando ela, o medo de perdê-la preso na garganta. Mas o jeito como ela me olhou, não dava pra negar. Abaixei a mão e guardei a chave no bolso. Ela foi direto pra varanda, sem olhar pra trás, e ficou lá, respirando fundo, como se o ar do quarto estivesse

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