Luciana
Um tremor toma conta de mim e meus dentes começam a bater. Eu tento apertar os meus lábios, tento me enrolar, enterrar
me em sua camisa, mas nada torna isso melhor.
"Shh..." Ele me segura mais perto do seu peito. "Tudo bem, Você está segura agora."
Por alguma razão, eu acredito nele. E não é nada a ver com o fato de que o seu peito é largo, e o calor do seu corpo está quente como uma fornalha, ou que ele cheira muuuuito bem. Eu aspiro uma grande quantidade do cheiro de Max e minha cabeça gira. Nada pode me machucar enquanto estiver com os braços em volta de mim. O que que faz eu me sentir tão segura no abraço de um dos mafiosos que governam esta cidade? Ou é precisamente porque eu sei o que ele pode fer por uma vida que estou confiante de que ele não hesitaria em machucar alguém que ousaria vir atrás de mim? Nossa, ele realmente é John Wick ganhou vida, não é?
"Quem... quem foi aquele que atirou em mim?" Eu pergunto, principalmente porque eu quero parar a linha de pensamento zumbindo
minha mente.
"Quem quer que seja, ele não tem muito mais tempo para viver", ele responde com uma voz sombria.
Eu engulo. Um arrepio percorre minha espinha. A ameaça em sua voz é um lembrete de como seu modo de vida é tão diferente
do meu. A confiança com que ele fala também é. Eu não deveria achar a violência tão atraente nele, mas minha respiração elevada, a maneira como meu pulso vibra quando ele enfia minha cabeça sob seu queixo, a sumidade que enlaça a carne entre minhas pernas - tudo isso, insiste de outra forma.
Ele abre caminho dentro de um banheiro e parar em frente à pia. Eu tento me afastar dele, mas ele apenas aumenta seu aperto em torno de mim.
"Quieta", ele diz em uma voz que não admite discussão,
"acalme-se primeiro."
Ficamos assim por alguns segundos, durante os quais eu me permito relaxar no seu abraço. Permita-me esfregar minha bochecha contra sua camisa, para atrair seu perfume almiscarado e ousado nos meus pulmões, e fecho meus olhos e finjo que está tudo bem um conhecido mafioso está me confortando depois que alguém atirou em mim. Jesus, quase morrir.
"Se sentindo melhor?" sua voz ressoa contra a minha bochecha.
Concordo com a cabeça e ele me coloca no balcão.
Ele olha para o meu rosto, então xinga. "Você ainda está sangrando."
Ele pega um pano limpo, molha na torneira e pressiona-o contra a minha ferida. Eu estremeço e a sua mandíbula endurece ainda mais. Ele pega minha mão e pressiona-o contra o pano.
"Espere aí", ele ordena enquanto ele se afasta.
Toda vez que ele fala, a autoridade pinga dele. Deve ser bom saber que tudo o que ele diz, nós, meros mortais, obedeceremos.
Ele estende a mão e pega um kit de primeiros socorros da prateleira acima da pia, então sacode bolas de algodão e uma garrafa de
antisséptico. Ele se move para ficar entre as minhas pernas, e quando eu abaixo o pano, ele pressiona o anti-séptico embebido
bola de algodão na ferida. Eu assobio uma respiração.
Um pulso ganha vida na sua mandíbula e suas feições parecem endurecer mais. Suas ações, no entanto, tornam-se mais gentis. Ele enxuga o sangue, joga fora a bola de algodão ensanguentada, repete de novo, e de novo. Quando ele está finalmente satisfeito, ele coloca um curativo no corte.
"Pronto." Ele examina sua obra. "Isso doi?"
"Não", eu digo com sinceridade, "é apenas um corte superficial."
"Na tua cara." Ele franze a testa.
"Eles machucaram seu rosto."
"Tecnicamente, acho que machuquei quando você me empurrou para baixo e se jogou em cima de mim e..."
Ele olha para mim, e eu esqueço minha linha de pensamento. Meu reviravoltas no estômago. Bam-Bam-Bam, meu coração colide com o meu peito. A cautela escorre pela minha espinha. eu me inclino para trás de ele, tentando colocar distância entre nós. Para minha surpresa, ele dá passos para trás e eu deslizo para colocar meus pés no chão e me endireitar. Infelizmente, isso também significa que meus s***s escovava o seu peito. Calor corre pelas minhas veias e minha respiração fica presa. Cada músculo do seu corpo parece tenso. Os tendões de sua garganta se move enquanto ele engole. Ele é tão afetado pela minha aproximidade como eu sou com a dele?
"Como você está se sentindo?" ele rosna.
"Eu estou bem." Eu observo suas feições.
"Você, no entanto, parecem agitados."
Seus lábios firmes e ele envolve seus dedos em volta do meu pulso. Arrepios aparecem na minha pele. Pequenos frissons de sensações seta fora do ponto de contato.
"O-o que você está fazendo?" Eu resmungo.
"Acompanhando você de volta para os outros."
Antes que eu possa protestar, ele se vira e abre a porta do banheiro. Ele me arrasta junto, e eu poderia protesta, mas o cansaço toma conta de mim e permito que ele me puxe. Chegamos à sala, onde o grupo de homens que eu tinha visto antes estão falando em voz baixa.O médico nos vê e corre para frente.
Ela examina meu testa e acena com a cabeça, "Bom trabalho."
Max resmunga algo.
"Você precisa de um analgésico?" ela pergunta.
"Não", eu digo ao mesmo tempo que Max responde, "Sim".
Ela olha entre nós, então puxa um bloco da sua bolsa, passa uma receita e me entrega. Antes que eu possa alcançá-lo, o i****a aqui o arrancou dela e o embolsou.
"Ei", eu faço uma careta, "essa é a minha receita."
Ele me ignora e acena na direção do médico, "Obrigado, eu vou cuidar disso."
"Tenho certeza que você vai." O médico se vira para mim.
"Você toma cuidado, e se precisar de alguma coisa, não deixe de me ligar. Max tem o meu número." Ela sorri novamente, então me dá um tapinha no ombro. Ela se vira para sair, e Barbara corre e me abraça.
"Oh, meu Deus, você me deu um susto. Você está bem?"
"Eu estou." Eu aperto seus ombros.
"Desculpe, eu invadi seu jantar assim. Eu não sabia para onde ir quando percebi que estava sendo seguida".
"Você foi seguida?" Max estala atrás de mim.
Prendo a respiração. Eu não vou perder a paciência. Eu vou ficar calma.
"O que isso tem haver com você?" Eu atiro a ele um olhar de soslaio.
"E caso você não tenha notado, estou falando com minha amiga."
"Axel está chamando você." Ele acena com a cabeça por cima do ombro de Barbara.
Eu sigo seu olhar para descobrir que, com certeza, seu novo marido está tentando chamar a atenção dela. Eles se casaram a poucos dias atrás.
"Tem certeza que está bem?" Ela olha para o meu rosto.
"Se você quiser eu fico com você..."
Eu balanço minha cabeça, "Não, vá. Não precisa."
"Eu posso ficar, sério", ela insiste.
"Eu vou ficar bem." Eu beijo sua bochecha.
"Vá, fique com o seu marido."
"Tem certeza?" ela sussurra.
"Tenho certeza." Eu recuo.
Suas feições se abrem em um sorriso, e ela se vira e quase pula pelo chão até onde Axel espera por ela. Os dois se beijam em um beijo que parece continuar e sai.
"Filho da p**a desgraçado", Max bufa.
"O que você quer dizer?" Eu digo para ele.
"Eles estão apaixonados."
"Como eu disse, Filho da p**a", diz ele com um sorriso malicioso.
"Por que os homens têm que ser tão machistas quando se trata de admitir que duas pessoas podem estar apaixonadas?"
"Porque o amor é uma ilusão?" Seus lábios finos.
"É uma maneira que mulheres e homens se enganarem para acreditar que eles têm sentimentos, quando na verdade, tudo o que eles querem fazer é pular uns nos outros."
"Você não acredita nisso, não é? Se isso fosse verdade, como você explica Barbara e Axel, que não estão apenas apaixonados,
mas casado?"
"Eles tiveram sorte, eu acho?" Ele levanta um ombro.
"Não significa que a maioria das pessoas faz."
"O que você tem contra se apaixonar?"
"Não é para mim", diz ele em um tom que não tolera argumento.
"Com essa sua atitude m*l-humorada, eu ficaria surpresa se alguém se apaixonasse por você, de qualquer maneira" eu murmuro baixinho.
"Eu te ouvi." Seu sorriso se alarga.
"m*l-humorada, não é você?"
"Odeio essa palavra." Jogo o cabelo por cima do ombro.
"Também, acho que deveria estar me dando bem."
Massimo retorna, seguido por Luca.
"Parece quem disparou contra nós também nocauteou os guardas."
"Hmm..." Max olha para mim.
"Eles não tentaram pará-la quando você correu em direção à casa, não é?
"Sinceramente, eu estava muito ocupada tentando salvar minha vida para ter notado alguém, mas não, ninguém me parou."
"Estranho", murmura Luca, "então eles já estavam nocauteado quando ela veio para a casa."
Max enrijece. "O que você está insinuando Luca?" ele pergunta.
"Apenas declarando um fato, é tudo." Luca inclina a cabeça.
"Melhorar não deixar que suas emoções tomem conta de você."
"O quê você disse?" Max diz com uma voz dura.
A tensão entre os dois. A raiva salta do rosto de Max, mas seu rosto não muda de expressão. Os dois homens se encaram, então Luca sacode seu queixo.
"Eu tomaria cuidado se eu fosse você." Ele passa por nós, e os ombros de Max relaxam um pouco.
"O que foi isso? Do que ele estava falando?" Eu pergunto.
"Nada que a sua linda cabecinha precise se preocupar."
Firmo meus lábios. "Você é um i****a sádico, sabia disso?"
Ele levanta um ombro. "Vou te deixar em casa."
"Eu posso ir para casa sozinha, muito obrigada."
"Você não vai a lugar nenhum sem mim." Ele fecha o distância entre nós.
De repente, alguém grita atrás de nós.