Capítulo 137

1215 Palavras

Essa era a parte que eu mais gostava: quando o inimigo finalmente entendia que a bala não era a pior morte. O silêncio da salinha pesava. A luz fraca da lâmpada pendurada no fio balançava devagar, jogando sombra no rosto do VN, que já tava branco de dor, amarrado naquela cadeira de ferro. O sangue escorria da coxa dele, manchando o chão em poças vermelhas. Cruzei os braços e fiquei só encarando o desgraçado. O medo dele era a minha música. Cada tremor, cada respiração ofegante, cada gota de suor escorrendo da testa dele era prova de que a guerra tinha dono, e esse dono era eu. O Chacal deu uma volta lenta, pegando a mesa de ferro que ficava encostada na parede e arrastando pro lado do verme. O barulho do metal raspando no chão ecoou alto, como anunciando o início do inferno do VN. — Va

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