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Alexia– oque você quer ? - pergunto sem paciência, quando entro no quarto vendo ele com um olhar serio e duro.
Simplesmente me jogaram dentro do carro, e o Enzo não pode fazer nada, e me trouxeram diretamente pra cá, eu não aguento mais isso.
Ke– você ainda me deve. - soltou a fumaça do cigarro que fumava.
É isso? O prejuízo que a moto fez?
Alexia– e isso? E só anotar o preço que eu arrumo o dinheiro e você me deixa em paz. - digo encostada na porta.
Ke– não é simples assim, eu gostei de você...na verdade gostei de outra coisa sua.
Nojento, extremamente nojento, senti vontade de vomitar na fuça dele.
Alexia– não. Eu não quero! Por que eu?..Me deixa em paz.
Ke– você quer.. - levantou da cama. – quando eu voltar espero que você esteja nua nessa cama.
Eu não me movi nadinha, enquanto ele ia no banheiro.
Na verdade eu só queria minha cama, minha mãe, esta junta a ela.
Ke– ainda tá assim? - vem em minha direção tento correr mas ele é mais rápido e me joga na cama e me prende com o corpo. – não esta acreditando que acabo com você e com a sua merdinha de vida?
Me assusto quando sinto as maos dele no meu pescoço, ele apertando.
Mordia os lábios fortemente para os gemidos de dor não sair.
Tento imaginar que estou em outro lugar, tento imaginar que não está acontecendo isso, mas era praticamente impossível.
Eu senti muita dor e não aguentei comecei a chorar.
Percebo que ele acabou, ele retirar o preservativo, saindo da cama para pegar outro quando pisa em alguma coisa do chão.
Quando ele pega alguma coisa do chão o olhar de raiva dele vem em mim.
Fazendo eu senta na cama e chegar para trás com medo.
Ke– ia me furar com isso, boneca? - a mostra o canivete
Eu não o respondo.
Ke– ia fazer alguma coisa com isso c*****o? - grita indo para cima de mim.
Eu não respondo.
Eu consigo ver a raiva dele por não responder. Ele abre o canivete, e fica olhando.
Em questão de segundos ele passa o canivete na minhas pernas.
Grito na mesma hora, ele tampa a minha boca.
Rapidamente o sangue começa a sair. Coloco a mão para tenta estancar, eu me tremia nervosa.
Ele joga o canivete no chão.
Saindo do quarto mas antes ele diz.
Ke– se eu fosse você pegava um mais afiado da proxima vez.
***
Eu tinha conseguido estancar o sangue, mas ainda estava sentindo uma dor. Mesmo assim vim andando para casa, pensando até em acabar com a minha vida.
Abro a porta adentrando em casa, percebo a luz da sala estar ligada e minha mãe parecer sentada no sofá.
So pelo olhar dela eu percebi tudo.
Alexia– mãe eu posso explicar..- faço uma careta de dor e ela n**a com a cabeça.
E no dia que mais precisava de abraço e cuidados. Ganhei uma surra da minha mãe e ela dizia a seguinte frase "e melhor apanhar da sua mãe que te criou do que vagabundo da rua"
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Dores.
Eu estava cheias delas, por dentro e por fora. Era horrível o sentimento que tinha dentro de mim, eu não desejava isso a ninguém.
Estava tomando coragem pra me olhar no espelho do banheiro, tinha dormido de m*l jeito depois da surra que minha mãe me deu, ela não quis me ouvir.
Estava com a boca cortada, e com marcas da mão dele no pescoço, meus olhos estavam fundos de tanto que chorei.
Estranho ao escutar um barulho pela casa, e já faz horas que minha mãe saiu para trabalhar.
Ando até a sala e me assusto ao ver a liz sentada no sofá.
Liz-sua mãe me contou, por que você não falou nada comigo?
Alexia- liz..
Passo por ela sentando do outro lado do sofá, ela encarava a televisão desligado para não me olhar.
Liz- Sempre damos um jeito, daríamos um jeito.
Alexia- não é como roubar docinhos antes do parabéns, lizia.. Eu não sabia oque fazer, desculpa. - suspiro.
Liz- nossa, você está horrível. - disse antes de me abraça - pela mor, não me esconde mas nada.
Alexia- obrigada. - forço um sorriso -tabom.
Liz- Vamos fazer um curativos nisso. - disse olhando os machucados.
Alexia- preciso tomar um banho primeiro. - levanto indo pro banheiro.
Entrei no banho, sentindo meu corpo estremecer e arder as feridas.
Sem perceber, mesmo sem querer, cai algumas lágrimas.
Quando saio do banheiro enrolada na toalha encontro lizia ja com alguns remédios e curativos.
Liz- esse foi com uma faca? - disse limpando o da perna. concordo cabisbaixa.
Faço uma careta de dor ao sentir o álcool contra minha pele.
Alexia- e a minha mãe? - pergunto enquanto ela fazia curativos.
Liz- vocês precisam conversar, ela acha que você quis..
Alexia- oque? não, lógico que não. - em pensar que isso tudo poderia ser evitado pelo dialago. : ela nem quis me ouvir, vou falar com ela quando chegar.
Liz- você vai precisar passar base nesse pescoço se for sair. - disse guardando as coisas que pegou - acabei.
Alexia- eu sei. - digo olhando no espelho.
Liz- quer conversa sobre..
Alexia- não!
Liz- só fica longe dele, é melhor tabom? - suspira. - vamos comer?
Alexia- sim..
Fomos para a cozinha, sentei na cadeira enquanto liz preparava algo no fogão
Alexia- fala algo aí, pra me distrair - digo tava um silêncio.
Liz- hum.. - mexeu na panela - teve nada demais depois que você saiu, só a mariana que ficou doida por Vt ter ido embora sozinho, ela quis pegar todo mundo do baile.
Alexia- só por ele ter ido embora?
Liz- sim, ele nem liga pra ela. E cá entre nos ele é uma delícia. - solto um risinho.