capítulo 9

924 Palavras
PDV Paola A sensação que estou sentindo agora é igual a que senti anos atrás, minha cabeça dói, a minha alma dói, tudo em mim dói. Flashback Estou nervosa, o medo me consome mas sei que ele vai ficar feliz. Tento acalmar meu coração enquanto seguro o teste de gravidez em mãos. Não demora muito e o vejo vir em minha direção, lindo como sempre. Assim que ele chega eu tento beijá lo mas para a minha surpresa ele vira o rosto e se afasta, confusão é oque eu estou sentindo no momento. - diz logo o que você quer, estou sem tempo e paciência hoje. Essa foi a primeira vez que ele me tratou dessa forma, depois de tudo oque fizemos. - oque aconteceu? Pergunto sem entender o porquê desse comportamento dele. Eu me entreguei a ele de corpo e alma. - eu só não estou com tempo para ficar aturando seus romances brega hoje. Senti meus olhos arderem e uma lágrima escorre, porquê ele está me tratando desse jeito. - O que aconteceu? Porque está agindo desse jeito comigo Miguel? Eu não estava entendendo nada, ele não era desse jeito, ele me tratava com carinho, amor. - eu estou grávida de você. Falo e mostro o teste de gravidez, o qual ele nem fez questão de olhar. Mas oque ele disse foi como uma facada na alma. - Quem me garante que esse filho é meu? Se toca Paola eu só estava com você por causa do sexo. Senti como se um murro fosse dado no meu estômago, uma súbita vontade de vomitar mas eu me segurei. - entreguei a você de corpo e alma Miguel, você foi meu primeiro em tudo, como pode dizer isso. Eu estava despedaçada, senti que meu mundo se partiu. - Você foi só mais uma das minhas fodas Paola, não fode. Você me deu porque quis, eu não te obriguei a nada. Dito isso ele virou e foi embora me deixando sem chão. Flashback off. A partir dali a minha vida mudou drasticamente, mas agradeço a Deus pelo lindo presente que ele me deu, a minha linda filha. Fiquei tão perdida em pensamentos que não percebi que havíamos chegado. Agradeço ao rapaz e desci do carro, logo ele da partida e eu fico parada olhando para o nada sem rumo da vida. - É acho que estou ficando louca. Penso alto e solto um longo suspiro. Assim que viro para entrar dentro de casa escuto uma gritaria, mas não é da minha conta então dou um passo até escutar uma voz de criança. Minha curiosidade fala mais alto e caminho até o beco que tem perto da minha casa, a cena que vejo me faz sentir raiva. Uma raiva descontrolada. - me solta sua maluca, o meu pai vai ficar sabendo disso. - e como se fosse rápido demais eu escuto e estalo e o garoto estava com a mão no rosto. Ela simplesmente deu um tapa em seu rosto. Neste momento não vi nada além de eu estar em cima dela socando o seu rosto. - me larga sua p*****a - ela se debatia debaixo de mim enquanto eu dava tapas e socos em seu rosto. Não sei por quanto tempo eu fiquei ali batendo nela, ou quando a plateia se formou ali, eu só senti alguém me puxando pela cintura. Me deixei ser segurada enquanto ela estava caída no chão, olhei para o lado e tinha uns tufos do mega hair dela que arranquei com minhas mãos. - que p***a tá acontecendo aqui? Senti meu corpo gelar e minha alma sair do corpo, p**a que pariu. Coringa que está me segurando e pelo seu Tom de voz ele está bravo, puto eu diria. - eu odeio falar duas vezes. E ele simplesmente dispara com sua arma pra cima, tremo pelo susto. Em segundos todos sumiram, restando somente nos quatro. Cinto coringa me soltar e andar na direção do garoto que em momento algum abaixou a cabeça. Ele me lembra alguém só não sei quem. Ele diz algo a coringa que somente balança a cabeça, e sem dizer nada ele caminha até a mulher. Surpresa toma meu rosto quando ele lhe acerta um tapa tão forte que a faz cair no chão. Ele pega seu radinho e diz Algo, em questão de segundos dois vapores aparecem e arrastam ela que grita por ajuda. - O que vai acontecer comigo? Pergunto no automático, meu corpo treme de medo. - com você nada, valeu aí por cuidar desse pivete aqui. Solto um suspiro profundo, nem havia percebi que não estava respirando. Somente balanço a cabeça em concordância e me viro para ir embora, mas sinto alguém puxar minha blusa. Olho para trás e Lá estava o pequeno me olhando, o olhei no fundo dos seus olhos e lá havia tanta tristeza e dor. Meu coração ficou apertado, me agachei na sua frente e limpei o sangue que escorria do pequeno corte de sua bochecha. - obrigado tia por me ajudar, aquela mulher é maluca. Rio de sua forma de falar, sei que sempre fui uma pessoa meio impulsiva e isso ainda irá me causar grandes problemas no futuro, mas por agora não me importo. - você quer almoçar com a tia meu amor? Pergunto no impulso e o coringa observa tudo de longe, sem dizer absolutamente nada. O pequeno somente balança a cabeça em concordância. Ofereço a minha mão a ele que segura. - irei arrumar umas roupas pro pivete aí. Somente concordo e saio dali rápido.
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