Jacob, Acordo com o tinir de aparelhos hospitalares, olho em volta e as paredes brancas me doem as vistas, papai está sentado na poltrona de visitas e se levanta rapidamente ao me ver desperto. — O que houve? — Pergunto confuso e sentindo dores. — Você se envolveu em um acidente essa madrugada, que irresponsabilidade a sua, onde já se viu beber e dirigir? — Ele dá uma bronca, mas sua voz é de preocupação. — Papai... — começo a falar, mas somos interrompidos pela chegada do médico. Um homem alto, magro, com óculos e uma prancheta na mão se aproxima acompanhado de uma jovem enfermeira, ambos nos cumprimentam eu apenas aceno com a cabeça e dou um sorriso pálido. O médico passa toda ficha para o meu pai e explica que por muito pouco não fico paraplégico, ouvir isso foi um choque, eu não

