Capítulo Um - 7

788 Palavras
Parte 7... Ele falou. Um medo louco de cair nessa de novo o fez abrir a boca. Depois de tudo o que aconteceu em seu casamento e com sua ex-mulher, ele não queria de forma alguma cair no velho truque de se apaixonar. Não mesmo. Marta tinha feito um inferno em sua vida e até o colocou em problemas bem sérios. Seria um tonto se entrasse de novo nesse caminho. O pior não foi só descobrir as traições de Marta. Pior mesmo foi ficar feliz como um i****a por saber que ela estava grávida e logo depois ela revelar que o filho nem era dele. _ Seja como for, quando seus irmãos descobrirem eles vão me colocar pra correr... Se não me matarem antes. _ Não seja dramático. Só porque nós dormimos juntos, meus irmãos não vão fazer isso. _ É que, não foi bem dormir... Teve mais coisas aí... _ Ahh... Eu sei - apertou os lábios. _ Calma - ergueu a mão _ Eu só estou dizendo que eles têm direito de achar errado. Eu entendo. E se ninguém te viu entrar aqui comigo, menos m*l. Ela não tinha i********e com Vitor, apesar de terem passado a noite juntos, mas foi algo inesperado. Sabia que os irmãos eram protetores e até um pouco chatos às vezes quando se tratava de homens perto dela, mas eles não iriam mandar Vitor embora só por causa disso. Ou talvez o fizessem? Ficou em dúvida. _ Por isso mesmo eu tenho que sair logo daqui. Assim ninguém vai me ver e não vão saber. _ Mas eu sei, Juliana - voltou a sentar _ E isso vai pesar em minha cabeça. Logo eles vão descobrir e acredite, a fofoca vai rolar pela cidade toda. _ Não exagere. Ela olhou em volta procurando um relógio para saber as horas. Não poderia ser tarde, ainda nem ouvia o barulho normal da fazenda quando começavam os trabalhos. _ O que procura? _ Saber as horas? - abriu os braços. _ Espera. Ele levantou e ela não deixou de olhar sua b***a. Pernas grossas, costas largas. “Meu Deus.” _ Aqui - entregou um relógio de pulso _ Eu larguei no chão perto da porta quando entramos. _ E por que? _ Porque você pulou em cima de mim e eu bati o braço na parede. Aí tirei o relógio junto com a roupa na empolgação. Ela ficou rosada de vergonha. Não lembrava disso. _ Jesus... - falou alto _ Não pode ser... Quase dez e meia? Todo mundo já está de pé. Preciso sair logo. A essa hora com certeza alguém a veria. Teria que ter cuidado para atravessar toda a área da ala de empregados para chegar do outro lado. E pior. Estava usando a mesma roupa da noite passada e com certeza seus sobrinhos estavam em algum lugar da fazenda. Pelo menos Briana já estava por ali como ela sempre fazia todas as manhãs em seu jardim. _ E acha que vai fazer o que? Sair correndo? _ Isso mesmo. Ninguém pode me ver sair daqui. _ Sabe que isso é quase impossível, né? - era meio óbvio que não daria certo. _ Quase, você diz. Se eu correr, talvez consiga sim. Só que ela não poderia correr por aí sem roupa. Viu o vestido jogado aos pés de uma cadeira. _ Vira pra lá, Vitor. Quero me vestir. _ Eu já te vi nua. _ Não me importa, vire-se. Ficou mais vermelha ainda ao ver a calcinha bem à vista, no tapete. Ele olhou e fez uma cara de riso. Ela já ia brigar com ele para se virar quando ouviram passos. Ela travou e arregalou os olhos. Ele ajeitou as costas. _ E agora o ... - ela murmurou e ele levantou o dedo. Vitor começou a se mexer devagar quando uma forte batida na porta o travou de volta no lugar. Eles se olharam e ele viu que ela ficou com medo. Colocou o dedo na boca sinalizando para que ficasse quieta e sem falar nada. Outra e outra batida. Esperaram e foi pior. Mais uma batida forte e a porta se abriu. Mais que depressa Vitor deu um pulo da cama mesmo com a cabeça doendo e catou a calça vestindo-a depressa enquanto Jessé ia entrando. Juliana engoliu pesado e sentiu o peito apertar, segurando o lençol na frente do corpo, estática. Agora a sorte estava lançada, só Deus sabia o que poderia acontecer. Entre tantas pessoas a entrar no quarto tinha que ser justo um de seus irmãos? Realmente ela estava sem sorte. * Autora Ninha Cardoso Continue lendo. O livro está completo. Deixe seu comentário para que eu saiba o que está achando. Obrigada!
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