RACHEL O choro excessivo, alto e agudo da minha filha não passava. Eu e a Leila não sabíamos mais o que fazer desde o momento em que ela acordou na madrugada. — Meu Deus! Leila, o que eu faço? _Me desespero, não aguentando ouvir os ruídos da minha pequena sem cair aos prantos junto, me sentindo completamente impotente e incompetente. — Não sei senhora. Ela não está com fome e acabamos de ver que ela está limpinha. Cólica também não é. Eu saberia se fosse. _Ela veio até mim, alisando a parte de trás da cabecinha da pequena em meus braços. Balançando-a, tentando tranquiliza-la olhei para o lado da janela, a visão embaraçada pelas lágrimas e o aperto no peito, me desconcertava inteiramente, deixando-me desestimulada por não conseguir fazer algo tão simples como acalmar a minha própria fil

