O sol começava a nascer, tingindo o céu de laranja pálido, quando Lara entrou na casa de Rafael. A cidade ainda dormia, mas dentro dali, cada respiração parecia mais intensa, mais carregada de expectativa. Lara sentia o coração bater acelerado — não de medo, mas de desejo. O beijo de antes parecia ter acendido algo impossível de apagar.
Rafael fechou a porta atrás deles, o olhar fixo nela. Ele se aproximou devagar, como se cada passo fosse calculado para deixá-la ainda mais tensa, fascinada. Lara não resistiu: colocou as mãos nos ombros dele, sentindo os músculos firmes sob a camiseta. O cheiro dele, a presença, tudo gritava perigo — e ela adorava isso.
— Você é insana… — disse ele, a voz baixa e rouca, quase um sussurro. — Mas eu gosto disso.
Lara sorriu, mordendo o lábio. — Insana é pouco… você ainda não viu nada.
Sem mais palavras, Rafael a puxou para perto, beijando-a com intensidade. Lara correspondeu com a mesma urgência, como se estivesse se lançando em um precipício sem pensar na queda. Cada toque, cada beijo, era eletricidade pura.
Eles se moveram pela sala, ainda vestindo as roupas do baile, mas a distância entre eles diminuía a cada segundo. Lara sentia o corpo dele contra o dela, firme, quente, e não queria — nem podia — recuar. O mundo lá fora, a cidade quase vazia, o sol nascendo… nada importava. Só o agora.
Rafael passou as mãos pelos cachos de Lara, descendo pelo pescoço, acariciando cada curva do corpo dela. Lara arqueou as costas, sentindo-se dominada, mas ao mesmo tempo viva como nunca. Ele a conduziu para o sofá, ainda trocando beijos, mãos deslizando, corpos se encontrando com uma urgência que não podia ser contida.
— Você é diferente de todas que já conheci… — murmurou Rafael, olhando-a nos olhos, a respiração pesada. — E isso me enlouquece.
Lara sorriu, dominadora e provocante: — Então você vai ter que aguentar… porque eu não sou fácil.
E naquele instante, enquanto o dia começava a clarear, eles se perderam um no outro. Cada toque, cada gemido, cada sussurro era carregado de desejo, adrenalina e fascínio pelo proibido. Para Lara, estar ali com ele era como estar na pista de racha, no baile, no perigo: intenso, emocionante e impossível de esquecer.
O sol surgia, mas para eles, não havia luz suficiente para apagar a intensidade daquela manhã. Era só o começo de algo que prometia ser tão perigoso quanto irresistível.
A luz do sol entrava pelas cortinas da casa, atravessando a sala e tocando o corpo de Lara adormecida. Ela abriu os olhos lentamente, sentindo o calor da manhã ainda pulsando na pele, lembrança da intensidade da noite passada. Um sorriso travesso surgiu em seus lábios. Não havia arrependimento — só a sensação deliciosa de ter vivido algo que poucas teriam coragem de experimentar.
Rafael, que ainda estava parcialmente vestido, a observava com atenção. Quando percebeu que ela despertava, levantou-se, ajeitando a camiseta e os cabelos brancos.
— Pronta? — perguntou, com aquela voz rouca que a fazia arrepiar.
Lara se sentou, passando a mão nos cabelos cacheados, ainda com o sorriso de quem se divertira muito.
— Sempre pronta — respondeu, levantando-se devagar, enquanto escolhia roupas confortáveis para sair mais tarde.
Rafael se aproximou dela. Sem esperar, Lara o puxou pela cintura, colando-se a ele em um beijo intenso, rápido, cheio de cumplicidade.
— Eu quero te ver de novo — disse ele, ainda com os lábios próximos, respirando fundo. — Quer ir a um racha comigo? Sexta-feira, começa às onze da noite.
Lara riu baixinho, o coração acelerando com a ideia de mais adrenalina. — Claro que sim. Vou sim!
Ele sorriu, dominador e satisfeito. — Então está marcado. Mas se prepare… não é um passeio qualquer. É para quem gosta de perigo.
— Perigo? — ela repetiu, arqueando uma sobrancelha, mordendo o lábio inferior. — Você sabe que eu adoro isso.
Rafael riu, passando a mão pelo cabelo dela. — Então vai ser divertido. Eu gosto de ver como você se move nesse mundo… e sexta-feira quero que esteja comigo, do jeito que você sabe.
Lara sentiu uma mistura de ansiedade e desejo percorrer seu corpo. Sexta-feira seria mais uma aventura, mas agora não era apenas a velocidade das motos ou a música do baile — era o desafio de estar com Rafael, alguém que parecia misturar experiência, perigo e fascínio de um jeito que ela nunca tinha sentido antes.
E naquele momento, ela sabia: o racha de sexta-feira não seria apenas mais uma corrida. Seria mais uma chance de provar a si mesma que o perigo não a assustava… e que, quando misturado ao desejo, podia ser absolutamente irresistível.