A Noite do Racha

1279 Palavras
O relógio marcava 22h30 quando Lara terminou de ajustar o capacete e conferir a moto. O coração batia acelerado, não só pela expectativa do racha, mas porque sabia que Rafael viria buscá-la. Ele tinha uma presença que parecia dominar tudo ao redor, e a lembrança do beijo e da madrugada juntos ainda queimava em sua mente. Quando o motor de um carro potente fez o ronco ecoar na rua, ela soube que era ele. Rafael desceu do veículo com passos firmes, o corpo musculoso à mostra sob a jaqueta de couro, tatuagens visíveis nos braços, cabelo branco impecável e aquela barba que parecia ter sido esculpida com perfeição. Lara sentiu a respiração falhar por um instante. — Pronta pra aventura? — disse ele, abrindo o sorriso rouco que sempre a deixava sem jeito. Lara jogou os cabelos para trás, subindo na moto com confiança. — Sempre pronta — respondeu, sorrindo, mas sentindo o frio e o fogo misturados no peito. Rafael se aproximou, colocando a mão firme na cintura dela, puxando-a para um beijo rápido e intenso antes de ela acelerar a moto. — Eu quero ver o seu melhor, esta noite — sussurrou ele, os dentes roçando o lóbulo da orelha dela. — Pode deixar — disse Lara, mordendo o lábio, o olhar fixo nele. — Você vai ver do que eu sou capaz. Ela ligou a moto, sentindo a potência vibrar sob o corpo. Rafael observava, satisfeito, mas também dominador, como se já pudesse prever a performance dela. O caminho até o local do racha parecia curto demais, e cada curva da rua, cada piscar de luzes da cidade, aumentava a tensão. Lara sentia-se viva como nunca. — Sexta-feira nunca foi tão promissora — disse Rafael, olhando para ela pelo retrovisor. — E você… você está diferente. Mais perigosa, mais… fascinante. Lara riu, sentindo o coração disparar. — O perigo me fascina, Rafael… e você sabe disso. O carro acelerou, a moto seguindo logo atrás. O racha ainda não tinha começado, mas a adrenalina já corria solta. Para Lara, a noite prometia ser intensa, excitante e completamente fora de qualquer limite que ela conhecia. E, ao lado de Rafael, ela sabia que cada segundo valeria a pena. O local do racha estava quase deserto, apenas algumas luzes improvisadas iluminando a rua longa e reta. O cheiro de combustível misturava-se ao som de motores aquecendo, pneus rangendo e pessoas murmurando apostas. Lara sentiu o frio da expectativa subir pela espinha, mas, como sempre, em vez de medo, sentiu-se viva, excitada. Rafael estacionou o carro ao lado da moto dela e, sem pressa, a observou enquanto ela ajustava o capacete e verificava novamente a corrente e os freios. Ele respirou fundo, sentindo a mesma mistura de fascínio e desejo que sentia desde a primeira noite que passaram juntos. — Pronta? — ele perguntou, a voz rouca e firme, passando a mão no queixo dela por cima do capacete, um gesto provocador que fez Lara rir baixinho. — Sempre pronta. — Ela acelerou a moto, sentindo o ronco vibrar sob ela, o coração batendo no ritmo da adrenalina. Do outro lado da rua, os outros participantes do racha se alinhavam, motos e carros prontos para arrancar. Pessoas encostadas nas paredes, celulares acesos, a tensão no ar quase palpável. Lara sentiu os olhos de Rafael sobre ela, fixos, avaliando cada gesto, cada curva do corpo dela sobre a moto. — Quando eu te disse para estar comigo, não era só para olhar. Quero ver você no seu melhor, murmurou ele, inclinando-se para perto dela, respirando fundo. Lara sorriu por baixo do capacete, sentindo o desejo aumentar junto com a adrenalina. — Pode deixar… você vai se impressionar. O sinal foi dado. Um grito, um flash de luz, e todos aceleraram ao mesmo tempo. O vento cortando o rosto, o motor rugindo, o coração disparando… Lara sentiu-se completamente viva. Cada curva era um desafio, cada aceleração, um risco. O mundo se reduziu à pista, ao barulho dos motores e à presença constante de Rafael, que seguia perto dela, como se protegê-la fosse tão natural quanto respirar. — Você está incrível. Mas não se arrisque demais! — gritou ele, quase se perdendo no rugido da moto e na adrenalina que compartilhavam. — Não sei fazer de outro jeito! — respondeu ela, rindo, os olhos brilhando de emoção. — O perigo me fascina, lembra? Eles cortaram a linha de chegada quase juntos, a multidão vibrando. Lara estacionou, o corpo ainda tremendo de excitação, o coração disparado, mas com aquela sensação deliciosa de vitória — não apenas na corrida, mas por estar exatamente onde queria, ao lado do homem que misturava perigo e desejo de forma irresistível. Rafael se aproximou, mãos firmes na cintura dela, puxando-a para um beijo rápido, intenso, carregado de promessa: a noite ainda não tinha acabado, e o perigo continuava irresistível. O racha tinha acabado, mas a adrenalina ainda corria pelo corpo de Lara. Ela estava suada, o coração disparado, a pele ainda quente do vento e da velocidade. Quando Rafael a olhou pela primeira vez depois da corrida, com aquele sorriso intenso, ela sentiu um arrepio percorrer a espinha. — Você esteve incrível — disse ele, aproximando-se, passando a mão firme na cintura dela. — Mas eu quero que essa noite não termine aqui. Lara sorriu, mordendo o lábio. — Eu também não quero. Sem mais palavras, Rafael a conduziu até o carro e a levou para sua casa. A cidade ainda dormia, mas dentro dali, cada gesto, cada toque, parecia explodir em fogo. Assim que entraram, ele fechou a porta e a puxou contra o corpo, colando os lábios aos dela em um beijo intenso, urgente, cheio de desejo acumulado. — Você me deixa louco, murmurou ele entre beijos, mãos deslizando pelos cachos escuros de Lara. Ela riu baixinho, o corpo já reagindo. — Você também não está nada m*l, sabia? Os corpos se encontraram no meio da sala. Rafael a segurava firme, mas com cuidado, conhecedor de cada curva e reação dela. Lara passou os braços ao redor do pescoço dele, sentindo o calor e a força que exalava. Cada toque parecia misturar prazer e perigo, exatamente o que a fazia se sentir viva. Eles se moveram pelo espaço da casa, entre beijos roubados e toques provocantes, até que Rafael a conduziu para o sofá. Lara sentiu o coração disparar, o corpo pulsando com expectativa. Ele a deitou suavemente, mantendo o olhar fixo, intenso, como se quisesse gravar cada detalhe dela na memória. — Você é impossível de resistir, disse ele, acariciando cada curva do corpo dela. — E você sabe disso, respondeu Lara, rindo baixinho, arqueando as costas sob o toque dele. — Mas é exatamente por isso que eu gosto. O resto da noite foi pura entrega: beijos, toques, carícias e sussurros. Cada movimento carregado de intensidade, cada respiração compartilhada, misturando desejo e fascínio. Lara sentia-se completamente viva, entregue ao homem que combinava experiência, força e perigo de forma irresistível. O sol ainda não tinha nascido, mas para eles, o tempo parecia suspenso. Nada existia fora daquele espaço: apenas calor, desejo e a certeza de que cada toque, cada beijo e cada suspiro era carregado de promessa. Quando finalmente pararam, exaustos e ofegantes, Lara descansou a cabeça no peito dele, sentindo o coração ainda acelerado. — Você me enlouquece, sussurrou. — E você gosta disso, respondeu Rafael, abraçando-a firme. — Sempre gostou do perigo, e eu gosto de ver você assim. Lara fechou os olhos, sorrindo. Para ela, a noite tinha sido perfeita. Adrenalina, perigo e desejo, tudo junto. E ela sabia que essa história com Rafael estava apenas começando — intensa, proibida e completamente viciante.
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