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484 Palavras

Felipe narrando… Saí da boca ainda com o sangue seco na camisa. O sol já tava mais alto agora, batendo forte na cara, refletindo nas lajes, nas vielas… e o morro, como sempre, pulsando. Gente pra todo lado. Moto subindo. Criança correndo. Som alto vindo de alguma casa. Vida acontecendo. Normal. Como se nada tivesse acontecido. Entrei na caminhonete sem pressa, mas com a cabeça já em outro lugar. Girei a chave. O motor roncou pesado. Do jeito que eu gosto. Felipe: — Bora… Murmurei. E comecei a subir. As ruas foram ficando mais vazias conforme eu subia. Menos movimento. Mais silêncio. Mais controle. Porque ali… não era qualquer um que chegava. A vista ia abrindo. O morro ficando pra trás. E lá embaixo… tudo pequeno. Tudo sob controle. Do meu controle. Encostei a

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