Acordo com humor ótimo. Dormi na minha cama, no meu quarto e principalmente na minha casa. Há como eu sentia falta disso, do cheiro do meu quarto. Tento ficar ao máximo na minha cama, mas eu tenho que levantar. Hoje vou voltar a dar um rumo na minha vida. Eu preciso voltar a estudar, é a única coisa boa no meio disso tudo, claro tirando meus pais. Mas para encarar tudo que vou passar daqui pra frente, eu preciso ocupar minha mente. Não posso deixar aquele lunático acabar com minha sanidade.
Levanto e vou direto tomar banho. Tomo um banho bem demorado, curtindo tudo que eu posso. Minha vida está com os dias contados. Saio do banho. Coloco uma lingerie preta, e depois um vestido florido larguinho que vai até acima do joelho. Seco meu cabelo, e ponho em um coque bagunçado. Arrumo minha franja. Saio do quarto descendo as escadas, vou direto pra cozinha onde encontro meus pais. Eles estão sentados à mesa tomando café.
-Bom dia papai, mamãe. Digo dando um beijo em cada um deles.
-Bom dia meu amor. Ambos responde.
-Filha me responde uma coisa. Papai fala com uma cara nada boa.
-Pode falar pai.
-Porque tantos seguranças na porta da nossa casa? Lascou, agora o que eu respondo.
-Papai pergunte ao seu genro mais tarde. Talvez ele esteja com medo da noiva fugir. Digo tentando soar divertida.
-Você então não sabe o porque?
-Ele me disse que já saiu algumas coisas sobre nós nas mídias, então para me proteger de paparazzi, ele achou melhor os seus homens me escutarem para baixo e pra cima. Digo a ele, mas ele não está satisfeito com isso.
-Eu não quero saber deles na minha porta. Ele virá mais tarde, então vou deixar isso bem claro para ele. Adorei papai. Quero só ver a cara do Sr Grey quando souber.
-Para mim tudo bem papai. Agora deixa eu ir. Quero ver a minha faculdade e depois passar em uma loja e comprar outro celular, pois o meu estragou. Tchau pra vocês.
Saio dando tchau e mando beijos para ambos. Chego até o porta e abro me deparo com quatro brutamontes me aguardando. Um deles abre a porta, eu respiro fundo. Entro no carro e sigo e peço para me levarem para a faculdade. Chego a faculdade e parece que não venho aqui a anos, entro todos que conheço vão me cumprimentando de longe, pois vêem os cachorros em cima de mim. Eu aceno revirando os olhos. Cheguei a secretária e comecei a olhar a minha situação. Eu praticamente perdi o semestre todo. Droga, terei que voltar somente no próximo semestre. Merda, coisa que eu não queria era isso. Agora o que vou fazer? Eu não queria tempo livre para mexer com merda de casamento nenhum.
Volto para o carro triste e desanimada. Um dos seguranças abre a porta e antes que eu entre ele me dá um pacote, dizendo que o Sr Grey mandou me entregar. Abro e vejo que é um celular. Devolvo para o segurança e digo para ele devolver ao seu chefe. Não quero nada dele, eu mesmo posso comprar um. Peço para ele me levar até o shopping e fico horas andando de loja em loja, compro algumas roupas e um celular. Volto para casa e almoço com a mamãe, ela diz que vai preparar um jantar para o meu pedido de casamento. Digo a ela que não é para tanto. Não quero muita coisa. Ela me diz que eu tenho que começar a olhar as coisas, o vestido, a festa, os convites. Ela me pergunta quantas pessoas são. Eu sinceramente não sei responder. Por mim me casava no civil somente com duas testemunhas e pronto, encerrou. Eu não quero nada demais. Não quero festa, não quero nada. Mas como a minha vontade e desejo não está em questão. Vamos ver o que o noivo quer. Que seja feita a tua vontade.
Mamãe e eu passamos horas conversando sobre o casamento. E sinceridade, eu já estava cansada dessa conversa. Fui para o meu quarto, tomei um banho e dormir. Acordei com mamãe me chamando, dizendo que a qualquer momento meu querido namorado estaria chegando. Bufo, e ainda fico uns minutos deitada. Depois tomo um banho, e coloco uma calça jeans, uma blusa de manga curta. Calço um chinelo mesmo, porque ele não precisa de tanto. Eu não vou ficar me arrumando para ele. Se não gostou que largue do meu pé e vai embora de vez.
Desço a escadas. Mamãe e papai estão na sala. Mamãe me olha de cima embaixo.
-Filha você não vai se arrumar? Seu namorado está chegando. Minha mãe pergunta, e antes de responder eu reviro os olhos.
-Não mãe, eu estou bem assim. Afinal de contas ele me verá de todas as formas possíveis quando nos casarmos. Digo, não tenho nenhuma vontade de me arrumar para ele.
-Nossa filha, espero que ele não se chateie pelo seu jeito. Mamãe diz. E eu não estou nem aí para ele.
Ficamos conversando até a campainha tocar. Minha mãe e meu pai me olham, e eu mais uma vez reviro os olhos. Sou obrigada a levantar e atender o portão. Me poupe né. Calço meu chinelo e sigo para fora. Abro o portão e nem olho quem está no portão, simplesmente abro e já vou logo voltando para dentro de casa. Sr Grey me segue, e antes que eu possa chegar na sala, ele me puxa pelo braço fazendo nossos corpos se chocarem.
-Olha para mim Anastásia. Ele diz sério.
-Pois não Sr. Digo vendo sua cara de raiva.
-Você está me testando? Eu não estou gostando nada disso. Problema é dele.
-Meus pais estão te esperando. Digo olhando para ele.
-Eu quero conversar com você sozinho depois. Ele diz. E eu me viro para seguir em frente
Entro em casa meus pais estão sentados no sofá. Sr Grey entra e papai o olha.
-Boa noite Sr Steele, Sra Steele. Prazer sou Christian Grey.
-Boa noite Sr Grey, prazer conhecê-lo pessoalmente. Me chame de Ray. Papai diz se impondo para ele. Espero que ele continue firme.
-Prazer é todo meu Ray. Como disse ontem. Eu vim aqui pedir a mão de Anastásia em casamento. Não aceita papai, não aceita.
-É. Eu fiquei sabendo, mas antes vamos conversar só nós dois. Que merda, o que papai quer conversar com ele? Ainda mais a sós.
-Filha vamos lá ver como está o jantar? Minha mãe pede e eu não vejo outro jeito a não ser ir.
Eu fico meio apreensiva sem saber o que os dois tanto conversam. Espero que papai não concorde com esse casamento. Eu e mamãe ficamos quase meia hora até eles chegarem na cozinha sorrindo. Merda, meu pai foi conquistado. Porque só eu vejo o quanto esse homem não presta.
-Ana, filha minha eu concedo a sua mão para o seu noivo aqui. Papai diz e eu reviro os olhos. Saco, porque eu. Por que esse homem não escolheu outra pessoa?
-Que bom papai. Digo não demonstrando nada.
-Sente-se Christian, fiz um jantar especial para essa noite. Mamãe diz. Ele senta ao meu lado
-Meus pais também farão dois jantares para comemorar nosso compromisso. Sr Grey fala, e eu não digo nada.
-É mesmo que bom. E quando será? Mamãe perguntou empolgada.
-No sábado agora eu apresentarei Anastásia a minha família, e no próximo jantar será o encontro das famílias. Ele diz e eu não presto atenção em nada.
-Nos fale da sua família Christian. Mamãe pede, e eu queria muito sair dessa mesa.
-Bem, tenho meus pais, minha mãe Grace Trevelyan Grey, ela é médica pediatra, meu pai Carrick Grey advogado. Tenho dois irmãos. Eliot é mais velho já é casado, tem dois filhos, e minha irmã, a caçula também casada tem um filho. Ele termina de falar com orgulho na voz.
-Então só falta você para ter a sua família? Papai questiona rindo.
-Na verdade não, eu já vou ter a minha família. Ele diz e segura a minha mão. Eu nem olho para ele, fico olhando aquela mão na minha.
-Espero que vocês sejam muito felizes. Mamãe diz e ela não sabe o que está dizendo.
-E vamos ser. Não é amor? Ele diz.
-Sim. É o que eu consigo responder.
- Christian, e quanto aos seus homens de preto lá fora, eu não quero eles na minha porta. Nós aqui nunca precisamos de seguranças, então não vejo motivo para mantê-los na minha porta. Papai fala, e o Sr Grey engole em seco. Agora eu quero ver o que ele vai fazer.
- Ray, me desculpe, mas infelizmente eu terei que mantê-los. Ainda mais agora que o nosso casamento será noticiado, o que terá de repórteres e paparazzis aqui na sua porta, não será brincadeira. Temo que vocês nem possam passar na porta. Então por isso eles ali. Olha só vai ser por três meses, é só uma precaução que eu estou tomando para evitar desagrado para vocês. Ele diz, mas tudo não passa de mentira.
- Não sei não hein, eu ainda prefiro eles bem longe da minha porta. Mas se você está dizendo, vou permitir. Papai fala, mais que droga. Ele tinha que exigir que esses seguranças saíssem do meu pé.
O jantar continua, e meus pais não cessam nenhum pouco as perguntas para ele, só faltou perguntar o quanto ele ganha. Acabamos de jantar. Papai e p Sr Grey vão para a sala, e eu fico ajudando a mamãe arrumar a cozinha, mesmo ela protestando, dizendo que eu deveria dá atenção ao meu noivo, eu não me importo. Fico ali ajudando ela, louca para que ele fosse embora logo. Mas não acontece. Acabo tudo com a minha mãe e fomos para sala. Papai e ele estava falando dos jogos dos marines. Coisa que papai adora. Mais um motivo para conquistar meu pai. Me sento do lado dele, e ele passa o braço envolta do meu pescoço. Papai e mamãe ficam mais alguns minutos conversando e depois se retiram. E eu não queria ficar sozinha com ele, sei que agora ele será implacável com seu jeito mandão.
-Pronto, agora só é nós dois. Ele diz e eu fico olhando para a televisão. Não respondo nada. Não comece com seu silêncio. Eu quero saber se você pensou em alguma coisa para nosso casamento.
-Sim pensei. Vamos casar somente no civil e nada de festa. Digo ainda não olhando para ele.
-Você está falando sério? Ele pergunta. Eu não quero um casamento assim. Mesmo porque meus pais não me perdoaria se fosse dessa forma.
-Então eu não sei o porque está me perguntando. O Sr não vai concordar com nada que eu fale mesmo.
-Anastásia, chega desse Sr. E outra acho que você deve sonhar com um casamento com tudo que tem direito. E eu quero que seja assim.
-O Sr está enganado, eu não sonho com um casamento com tudo que tem direito, pelo menos não casando com o Sr.
-Porém eu sinto muito em te dizer que é comigo que você vai casar. Então trate de mostrar seu interesse e gosto para tal. No sábado vamos a casa dos meus pais. Minha mãe está louca para te conhecer.
-É só isso? Posso ir dormir? Eu não quero ficar nem mais um minuto com ele.
-Não. Porque não aceitou o celular que ti mandei? Ele pergunta puxando meu rosto para encará-lo.
-Não preciso de nada do Sr. Então se limite a não me dá nada. Digo olhando em seus olhos.
-Você sabe que isso vai mudar quando nos casarmos né?
-Eu não sei o porque tem que mudar. Eu não preciso de nada que venha do Sr.
-Você está conseguindo me irritar com isso. Eu vou embora, para não me chatear mais com você. Virei ti buscar no sábado. Ele diz se levantando. Ótimo era tudo que eu queria, não suporto ficar tanto tempo perto dele. Você me leva até lá fora? Ele pergunta, e eu levanto revirando os olhos.
Seguimos para fora, chegamos até o portão, ele espera eu abrir, e antes que ele saia. Ele me dá um selinho, e me dá um beijo na bochecha, se aproxima da minha orelha e diz.
-Você não sabe como eu sinto falta dos seus beijos, do seu toque e do seu corpo. Eu quero muito fazer amor com você. Ele diz, depois olha para mim. Eu não esboço nada.
Ele não vai ter nada de mim. Sei que depois do casamento eu não terei muita escapatória, mas eu farei de tudo para ele não tocar em mim. Ele sai sem falar mais nada. Eu fecho o portão e volto para dentro de casa. Sigo para meu quarto, onde tiro minhas roupas e apago.