Estavam à mesa quando Zeno apareceu na porta. — Ferthas está no portão, capo. — Como é, Zeno? — Ferthas, senhor. Nero nem levantou a cabeça do prato. — Diga a ele que volte de onde veio. Quando eu terminar o meu almoço eu vou ver o que é. Não quero ele no meu portão, muito menos perto da minha casa ou da minha mulher. Avise a ele que, se voltar, ele morre. Dafne olhou para Nero, sem entender nada. — Nero… Ferthas não é seu soldado? — É , Dafne. Mas não quero ele perto de você. Ou melhor ; não quero ele perto de nenhuma de vocês. Não quero ele perto das mulheres da casa. — Posso saber por quê? — Dafne perguntou. — Não. Melhor não. Nero e Dionísio se olharam. Foi como se conversassem só com o olhar. Dionísio se levantou com uma faca na mão. Saphira ia atrás, mas Nero não permitiu

