Mas era só a lista aleatória pulando para outra música. Nero voltou o foco ao exercício. — Levanta o braço. Devagar. Segura no meu ombro se precisar. Dionísio apoiou a mão no ombro de Nero, deixando parte do peso ali. O toque era pesado, tenso, e Nero o estabilizou, sem reclamar. — Assim. Respira. Força a escápula, não o pescoço. Isso… Ficaram ali por meia hora, água batendo no peito dos dois, o som tocando baixo, Dionísio respirando com dificuldade entre um exercício e outro. — Preciso me preocupar com você caminhando perto da Dafne? — Nero perguntou, sério. — Não. Não… não precisa. Entendi que perdi. E muito do que vivi com ela sumiu da mente… Antes que Nero pudesse responder, Brutus surgiu na porta do vidro. — A senhora Gilda está no portão. Nero travou o maxilar. — Quem a tr

