As lágrimas continuaram, mas Hera se obrigou a secar rápido. Não tinha o luxo de se permitir sentir alguma coisa por Dionisio. Não tinha o luxo de se apaixonar por alguém como ele. Não tinha o luxo nem de desabar. Respirou fundo, levantou-se devagar, e foi fazer o seu trabalho, conferiu os cardápios que estavam na mesa, conferiu as portas da cozinha, fechou tudo e subiu para o quarto, como se nada tivesse acontecido. Enquanto isso, Dionisio foi direto para o quarto de Brutus. Arrancou o soldado da cama e o fez sentar no degrau. — Senhor… Dionisio segurou a cabeça, como se o peso da vida inteira estivesse ali. — Brutus… tirou Dafne da minha mão algumas vezes, não foi? Brutus — Tirei.. __ Não me lembro de tudo que fiz. __ Ela tem toda razão em odiar o o senhor. __ Brutus, toquei

