Georgiu entrou no quarto devagar. Edla estava sentada na cama. A mãe e a enfermeira tinham cuidado muito bem dela: tinham cortado um pouco do cabelo, penteado com cuidado, lixado e pintado as unhas. Um gesto simples, quase doméstico, na tentativa de devolver alguma paz àquele corpo ferido. Mas Edla chorava sem parar. Um choro silencioso, e a mãe dla já não sabia mais o que fazer. — Ele deve estar com dor… alguma dor… — disse a mãe, a voz fraca, como quem já não sabe mais onde procurar a causa do sofrimento. Georgiu parou em frente a Edla. __ Tente se comunicar com ela, porque a senhora, ela responde, tente senhora Mader , se for dor, aplico um anelgesico, e se for a coloco para dormir, mas não vou deixá-la sofrer mais. A mãe então se aproximou mais, sentou-se ao lado da filha e col

