Dionísio estava sentado, relaxado demais para a situação, com um sorriso lento no rosto enquanto lambia os lábios, como se ainda saboreasse algum pensamento que só existia para ele. Nero percebeu na hora e lançou um olhar de canto, carregado de aviso. — Devia ao menos disfarçar. Dionísio abriu a boca para responder, mas não chegou a completar a frase. Nero bagunçou o cabelo dele num gesto rápido, quase automático, mais fraterno e afetuoso, como quem diz “depois a gente conversa”. Ele foi até Dafne e lhe deu um beijo breve, , avisando em silêncio que precisava sair. Mas, ao passar por Hera, algo o fez parar. Ela estava encostada na parede, pálida, os dedos pressionando o reboco como se aquilo fosse a única coisa que a mantinha de pé. — Hera… Ela tentou responder, tentou se firmar sozi

