— Você tem medo de mim? — Tem como não ter? — rebato rápido. — Me diz como foi o que passou aqui, escondida. — Vai me fazer lembrar mesmo? — suspiro. — Preciso saber quem usou minha boate como cativeiro — ele diz e passa a mão no meu queixo. — Eu não lembro muita coisa, mas sei que não dormi, não comi. Ele ficava sentado em uma cadeira me observando dentro daquela cela podre, ficava jogando água em mim, me torturando psicologicamente, não me deixava nem dormir. Todos que vi usavam máscaras, não vi nada. — Alguma tatuagem? Suspiro fundo e tento me concentrar para tentar lembrar. — Não lembro. — Lembra sim — ele diz autoritário. — Não, eu não lembro. — Garota — o sinto segurar forte meus braços — Você lembra sim, concentre-se — ele diz firme e me chacoalha. Abaixo minha cabeça e

