Satan narrando continuação O sol da manhã batia no asfalto da entrada do morro, mas para mim, tudo estava escuro, desci a ladeira em passos largos, ignorando a dor aguda que repuxava os pontos no meu peito, cada batida do meu coração era um grito de guerra, os vapores na barreira abriram caminho, o medo estampado nos olhos deles; ninguém ousava respirar alto quando o rastro de sangue que eu deixava pelo caminho indicava que o d***o estava solto. De longe, eu a vi. Josefa estava parada junto à guarita, usando um vestido simples, com aquela cara de santa que ela sempre usou para esconder a alma podre, quando meus olhos encontraram os dela, ela teve a audácia de esboçar um passo à frente, as mãos trêmulas estendidas como se buscasse um abraço que morreu há anos. — Filh... — a voz dela

