Capítulo 73

1785 Palavras

Satan narrando O ar dentro daquela salinha era tão espesso que dava para cortar com uma lâmina enferrujada, o cheiro de mofo, sangue fresco e medo formava um perfume que eu conhecia bem; era o cheiro da minha vitória, eu estava sentado num banco de madeira, de frente para os dois vermes, sentindo o braço baleado latejar sob o curativo, mas aquela dor só me deixava mais aceso. O Carniça estava amarrado, com o ombro que a Manuela destruiu parecendo uma posta de carne moída, a Isadora estava no canto, com o rosto inchado, me olhando com um ódio que não valia um centavo furado agora. — Por que não acaba logo com isso, Satan? — o Carniça cuspiu sangue, tentando manter a marra enquanto o corpo tremia. — Tu é um covarde! Atira logo, p***a! Eu dei uma risada curta, balançando a minha cabeça c

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