Capítulo 57

896 Palavras

Manuela narrando O toque imundo daquele noia parecia ter deixado uma marca invisível que só o calor das mãos do Satan conseguia apagar. Quando ele me carregou no colo, o mundo ao redor sumiu; não existia morro, não existia guerra, só o peito dele subindo e descendo contra o meu rosto, o cuidado dele na casa dele, limpando meus arranhões com uma delicadeza que não combinava com o rastro de destruição que ele deixou no beco, me quebrou por dentro, eu via o monstro que todos temiam, mas sentia o homem que ninguém conhecia. Ele me deixou sozinha no quarto para resolver as coisas dele Aproveitei o silêncio e liguei para a Vivi, minhas mãos ainda tremiam. — Amiga, pelo amor de Deus, fica com a minha mãe hoje — pedi, num sussurro, assim que ela atendeu. — O Satan me salvou de um desgraçado no

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