Capítulo 13

1421 Palavras

Manuela narrando Continuação Depois de limpar o sangue do rosto do Léo e dar uns remédios para ele apagar na sala mesmo, subi as escadas com o corpo pedindo arrego, entrei no banheiro, tranquei a porta e arranquei aquela roupa que parecia pesar uma tonelada, só ali, debaixo do chuveiro, eu me permiti desabar, as lágrimas se misturavam com a água gelada, lavando o sangue dele que ainda estava em mim, mas não lavavam a marca que ele deixou na minha alma. O que mais doía era o Satan agir como se eu fosse um anjo; ele me deu prazer, foi cuidadoso no começo, me fez sentir viva para, no fim, me jogar no lixo, me tratou como uma prostituta, como um objeto que ele comprou e agora podia descartar, Mas eu prometo para mim mesma, olhando para o azulejo encardido: eu não vou me vitimizar, eu nunca

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