Capítulo 7

1254 Palavras

Manuela narrando O silêncio que ficou no barraco depois que o Satan saiu era pior do que qualquer tiroteio, era um silêncio que pesava, que sufocava, como se as paredes estivessem se fechando em cima de mim, olhei para a sacola em cima da mesa e senti um asco profundo, meu deus, o que vai ser da minha vida? Eu, que sempre ralei, que sempre andei na linha, agora estava marcada pelo dono do morro. Ele não me queria apenas como pagamento; ele queria o controle. Aquele celular era uma coleira de vidro e metal, meus sonhos de terminar os estudos, de ter uma vida digna longe dessa violência, pareciam estar sendo enterrados ali mesmo, sob o asfalto quente e o sangue que aquele homem carregava nas mãos, eu sabia que ele não ia me dar paz, um bandido daquele calibre não aceita nada menos que a a

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