Capítulo 76

1527 Palavras

Satan narrando O ar na salinha estava tão carregado que o oxigênio parecia ter sido substituído por puro ódio, depois que eu deixei a Manuela e a dona Renata em segurança na mansão, o meu lado humano ficou trancado do lado de fora daquele portão. Ali, entrando na salinha eu não era o Gabriel que buscava redenção; eu era o Satan, o dono do inferno, e minha sede de sangue era maior do que a dor do tiro que ainda latejava no meu braço. Assim que chutei a porta de ferro e entrei, o silêncio foi absoluto. O Polegar já tinha feito o dever de casa; o terror psicológico estava estampado na cara de cada um deles, o cheiro de suor, urina e mofo era o perfume da derrota, eu olhei para aquela fileira de traidores e senti um prazer sádico percorrer minha espinha. Agora era hora da festa, e eu era o

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