Capítulo 89

1187 Palavras

Gabriela narrando O relógio no meu pulso marcava exatamente oito da manhã quando o táxi me deixou na entrada daquela boca de lobo. O sol já estava castigando, mas o frio que subia pela minha espinha não tinha nada a ver com o clima, eu estava ali, parada, de frente para a subida do Morro do Santa Marta. Eu não dei dois passos antes de sentir o clima pesar, três sujeitos brotaram do nada, com a postura de quem manda no mundo e o radinho berrando na cintura, o que parecia ser o líder do grupo, um moleque que não devia ter vinte anos, mas carregava um olhar de quem já viu o fim dos tempos, parou na minha frente cruzando os braços o fuzil descansava no peito dele. — Tá perdida, é, ô patricinha? — o moleque perguntou, me medindo de cima a baixo com um deboche que fedia a perigo. — Errou o

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