Capítulo 5 - Acidente?

1099 Palavras
Dois anos se passaram rápido,eu fui aceita na universidade e agora já estou concluindo o meu curso. Esta é a última semana de estágio para nossa formatura. Danica cuida de Alba como se fosse a sua neta, Michel e Michelle sempre estão dispostos a ficar com Alba,e isso acaba acarretando algumas brigas. - Eu vou ficar com ela hoje. - Diz Michel pegando Alba e a jogando para cima,sua risada é encantadora. - Não vai mesmo! Hoje é o meu dia. - Resmunga Michelle arrancando Alba dos braços do seu irmão. Os dois começaram uma discussão feia e já estava chamando a atenção dos clientes. - Já chega os dois. A Alba vai ficar com a Danica,e acabou o assunto. - Peguei minha pequena que enrolou os braços no meu pescoço. Seus cabelos eram grandes e negros assim como os meus,seus olhos também escuros denunciava que nada tinha puxado aquele i*****l. Isso me aliviada. Olhar para ela e ver uma imagem perfeita de quando eu era mais nova. - Mami, você vai tuda? - Pergunta ela me dando um beijo na bochecha. - Sim querida,e você vai ficar com a vovó Danica está bem? - Ela assentiu e ficou quietinha do meu lado. Estamos na hora do almoço que é bem movimentada aqui,dei um lanche para Alba ficar quieta e a sentei próximo a Michelle que ficou no balcão. Coloquei o avental e prendi o cabelo,segui para as mesas anotar os pedidos. Já havia anotado de cinco mesas quando esbarrei em uma muralha de músculos. Levantei o olhar e encontrei olhos cor de mel penetrantes,aquilo estava me deixando um pouco desconfortável ele abaixou um pouco para sua cabeça ficar rente a minha e de seus lábios saiu uma voz forte e dominante. - Está bem garçonete? - Pisquei algumas vezes e assenti,ele sorriu e me chamou talvez para fazer o pedido. Pensei. - Acho melhor não sair de casa hoje a noite. Disse tão somente e depois se levantou e foi embora,minhas pernas ficaram trêmulas e meu corpo não se movia. As pessoas começaram a esbarrar em mim e foi isso que acabou me acordando. Servi os clientes e fui olhar Alba,a procurei em todos os lugares e não a achei meu corpo começou a formigar e somente o pior veio em minha mente. Todos estávamos procurando ela preocupados quando escutamos a risada de Michel vindo da cozinha,corremos para lá e o que encontrei simplesmente me fez rir,Alba estava toda melada de margarina. Danica levou ela para tomar banho e eu corri para casa a fim de me arrumar e não perder a hora da faculdade. ... Minha cabeça doía,meu corpo parecia estar impressado contra algo. Minha visão estava turva. Podia ouvir várias vozes ao meu redor mas não conseguia formular uma palavra de quer,até que toda a noite veio como uma batida em minha mente. Eu vi os lobos brigando e o outro lobo me atacando e logo depois a escuridão. Fechei meus olhos com força e os abri devagar tentando me acostumar com a claridade,percebi que meu carro estava amassado contra uma árvore e eu estava presa nas ferragens mas não me lembro de nada disso. Vejo várias pessoas me olhando e um policial vindo em minha direção. - A senhorita está bem? Está me ouvindo? Vamos tirá-la daí. - Sua voz era calma e tranquilizante. Tinha cabelos loiros e olhos azuis,seu porte era firme e seu rosto era masculino. Assenti e encostei minha cabeça no banco esperando alguém me tirar desse carro,o que não demorou muito. Os bombeiros cortaram as ferragens me retirando com sucesso do carro,fui posta em uma maca e transportada até o hospital,o que me intriga é que o policial veio junto e segura minha mão como se quisesse que eu me sentisse segura,e está funcionando. Depois de fazer vários exames e constatarem que eu estou bem fui liberada para ir pra casa. Porém sem dinheiro e sem veículo não tinha como eu sair do hospital. - Que bom que está bem. - O policial se sentou ao lado do leito onde eu estava. - Por um momento pensei que perderia você,seus batimentos sumiram. Encarei aqueles olhos azuis,ele tinha medo de perder alguém que ele não conhece,talvez isso seja honra. Era disso que a maioria dos policiais precisavam. - Obrigada por me salvar. - Sorri amarelo,ele segurou minha mão e deixou um beijo ali. - Quer carona para casa? - Ele Perguntou se levantando. Fiz que sim. Nós levantamos e ele me segurou até chegarmos na viatura. - Não me lembro ao certo o que ocorreu. - Confesso colocando a mão em minha testa onde estava um pequeno corte. - Tudo parece que foi apagado da minha cabeça. - Isso é normal em vítimas de acidentes,não se preocupe. Mas então,você estuda o que? - Ele me encarava às vezes sorrindo e depois olhava para a estrada. - Estou concluindo gastronomia. - minhas mãos tremiam é meu corpo parecia se encolher cada vez mais. Me curvei em resposta. - Adoro comer. - Falou ele. Mas quando viu a minha situação encostou o carro e me olhou preocupado. - Hei,diga que está bem. - Sua mãos calejada passou meus cabelos é levantou meu tronco,mais uma vez tive dislumbres da noite passada,as patas virando pernas. - Estou bem,foi só uma dor. - Sorri,sei que ele não acreditou mas fez que sim e continuou o trajeto. Quando chegamos em minha casa lhe deu o meu melhor sorriso. - Obrigada,de novo. Policial... - Wes,não se preocupe com isso. Mas posso fazer uma pergunta? - Seus olhos pareciam brilhar. - Podemos sair qualquer dia? - pensei um pouco e surgiu um "porque não?" E logo "você tem uma filha" e depois "você é mãe solteira". - Claro,seria ótimo. - Sorri para ele é lhe passei o número do meu telefone,em seguida subi as escadas devagar tentando não me machucar. Ao entrar em casa fui recebida por uma onda de perguntas. Fiz sinal para que parassem e Michel me levou até o sofá. - Eu sofri um acidente de carro ontem,e estava no hospital. Um policial me trouxe. - Expliquei os detalhes do que tinha ocorrido omitindo a parte em que eu provavelmente estava ficando louca achando que tinha sido mordida por um lobisomem. Alba ainda dormia na cama então aproveitei para tomar um banho. Assim que sai do chuveiro e encarei o espelho da pia embaçado por causa do vapor vi meus olhos azuis brilhantes. Me assustei a ponto de cair sentada no chão,voltei para o espelho e o limpei tendo a certeza que meus olhos ainda estavam negros.
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