Alguém me entregou um café e depois outro. Os minutos viraram horas e eu não estava acompanhando o tempo. Eu não queria pensar. Os médicos vinham de hora em hora e a Elisa e o Júnior lidavam com eles. Eu não estava em condições de tomar nenhuma decisão. - O seu pai acordou. - Elisa falou. - Ele quer te ver. Levantei a cabeça. O meu pai estava bem, vivo e acordado. Ele precisava de mim. - Que horas a Ju chega? - Ela segurou a minha mão e arrumou o meu colarinho. - Ela deve chegar a qualquer momento. - Ela olhou no relógio. - Deve estar para pousar. - Vou buscá-la no aeroporto se quiser. - O Júnior ofereceu. - Eu agradeço. - A minha garganta doía de tanto chorar. A Elisa me entregou uma garrafa de água e eu bebi, sentindo a ardência diminuir, mas não aliviar. - Vou me recompor e

