Os dias passaram e Elisa não acordou. Eu passava os dias e as noites com ela no hospital. A cirurgia para estancar a hemorragia correu bem, mas ela teve um traumatismo craniano, porque o airbag não abriu na hora da batida. Eu via a família dela com frequência. Alice e Camila a visitavam todos os dias. Regina ia todas as noites e ficava com ela para que eu pudesse ir para casa tomar banho. Depois da primeira semana, ela estava estável o suficiente para ir para o melhor hospital de São Paulo. E foi quando eu passei a praticamente morar no hospital. Os ferimentos dela estavam praticamente curados, diferente de quando a vi pela primeira vez. Ela estava machucada em várias partes do rosto e corpo. Criei uma rotina em que eu conseguia trabalhar alguma coisa de manhã, e passava a tarde lendo em

