Tino tinha os olhos arregalados, numa mistura de surpresa e confusão. Eu olhei para Charlote que estava com uma expressão apavorada e céus, eu estava me sentindo uma traíra por ter escondido isso de Tino, mas eu não podia falar um segredo que não era meu. —O que você disse? -A voz de Tino estilhaçou o silencio esmagador do cômodo. —Tino... –Eu só consegui sussurrar o seu nome, mas Tino nem se deu ao trabalho de me olhar. —Anny, saia dessa sala. -A voz de Tino era cortante. Pela primeira vez eu temi o que ele faria, afinal ele acreditava cegamente no amor do pai por sua mãe. —Não grite com ela, você está a assustando. -Eu falei ao ver Charlote encolhida. —Assustando? -A voz de Tino saiu sarcástica. -Mas que porcaria está acontecendo aqui? -Ele perguntou nervoso e eu suspirei. —Charlo

