O silêncio de Lorenzo continuava me assombrando. Ele não negava nada, não confirmava nada, apenas vivia como se tudo estivesse no lugar. E isso me corroía, porque parecia uma confissão mascarada, um segredo carregado de arrogância. Mas eu não podia simplesmente explodir. Não podia jogar tudo em cima da mesa sem provas. Se Lorenzo realmente estava por trás de toda a trama contra Isadora — se havia manipulado a cena, pago pessoas, contratado aquele verme que encontrei ao lado dela —, ele não era apenas meu pai. Era meu inimigo. E para lidar com inimigos, eu precisava de estratégia. Foi então que decidi mudar de postura: confrontar, mas pelas entrelinhas. Jogo de sombras, perguntas sutis, observação atenta. Queria vê-lo reagir. Queria arrancar dele, nem que fosse num vacilo, a confirmação

