— Hospital em três minutos! — gritou o motorista, a sirene mais alta do que nunca. No meio do caos, flashes começaram a invadir pelas janelas do veículo. A imprensa. Claro que já sabiam. Alguém nos vizinhos tinha filmado a cena inteira, com certeza. Jornalistas sempre farejam tragédias, e essa era perfeita: filho de empresário milionário esfaqueado por namorado ciumento, ex noiva envolvida, polícia entrando em cena. Uma novela real transmitida em tempo real. Quando a ambulância freou bruscamente diante do hospital, já havia uma multidão. Repórteres com microfones, câmeras apontadas, pessoas curiosas tentando registrar no celular. O som das perguntas atropeladas inundava o ar: — Foi o Gustavo? — Isadora, você confirma a agressão? — Vocês estavam juntos? — Gustavo tentou matar você por

