Filipe... Ouvi os fogos sendo disparados no céu, e meu coração perdeu uma batida. Alana deu um pulo do meu colo com o susto, mas eu a segurei com força, não deixando que se afastasse. Ela não me olhou, e eu não olhei pra ela. A gente não podia fazer isso, senão ia falhar, eu tava ligado. Senti a respiração dela acelerar, e meus olhos me traíram completamente quando encararam o seu rosto nervoso. Minha criança apertava os olhos, usando força pra mantê-los fechados. Eu percebi que ela estava a um ponto de surtar. Tubarão: Alana. A mão dela encostou no meu peito, se afastando. Alana: Não me olha, por favor. Tubarão: Olha pra mim, Alana. Alana: Não quero, Filipe. Eu não quero – choramingou, abraçando meu pescoço e escondendo o rosto no meu peito. Tubarão: Tu quer fugir? Se esconder?

