cap 42 assalto deu bom

1112 Palavras

Filipe . . . Joelho no chão, oração feita, escapulário por dentro da camisa, um beijo na minha coroa. Ritual de todo assalto. Se Deus quiser, nem pega nada. Deu a hora. Coração de lado e emoção de lado. Frieza no olhar e na mente. Todo passo, a partir de agora, tinha que ser calculado. Colete à prova de balas no peito, uma peça na mão e duas na cintura, só pra garantir. Mochila nas costas, a meta era roubar grana e joias — e, pelas contas, o lucro ia além de duzentos mil, só arrombando um cofre. O silêncio da sala era ensurdecedor. Ninguém falava nada. Cada um focado em sua função, nos últimos ajustes. Alana levantou o olhar na minha direção quando colocou a última peça na cintura. Olhar frio. Olhar de bandida. E ali, ela nem era minha criança, nem era minha Alana — era só mais uma n

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