Dante:
Caminhamos pelo corredor luxuosamente decorado, mas para mim, tudo aquilo não passava de um cenário insignificante. O que realmente importava era a mulher ao meu lado. e a cada passo que dávamos, o burburinho aumentava. Sophie hesitou na entrada, seus olhos varrendo o ambiente, a incerteza nítida em seu olhar.
Apertei sua mão com firmeza, inclinando-me um pouco para sussurrar contra sua pele.
— Não fuja agora, preciosa. Estamos apenas começando.
Ela respirou fundo e, ainda relutante, deixou-se guiar por mim.
O silêncio tomou conta da cerimônia assim que cruzamos a porta. Todos os olhares se voltaram para nós. Surpresa, choque, indignação… ah, como eu adorava essa reação coletiva. Um sorrisinho brincou no canto dos meus lábios quando notei a forma como os olhares femininos me avaliavam, alguns admirados, outros claramente curiosos. Mas nada disso me importava. Meu foco estava em duas figuras específicas.
Mas o melhor ainda estava por vir. O escândalo sempre tornava tudo mais interessante.
Meus olhos continuaram nos dois principais alvos da tarde. Bianca, a noiva, de olhos arregalados e expressão travada, analisando-me como se tentasse processar quem eu era. E, ao lado dela, Adrian, o ex-noivo de Sophie, o traidor. O homem que a jogou fora como se ela fosse descartável.
Ah, que cena magnífica.
Deslizei meu olhar sobre ele, avaliando-o como se fosse um produto de prateleira. E um bem barato, devo dizer. Sophie hesitava, mas eu não. Um burburinho se espalhou entre os convidados, mas eu tratei de silenciá-los com uma única frase:
— Ó, desculpem interromper. Comecei, minha voz carregada de falsa cortesia. — Sei que a nossa presença chama atenção, mas continuem, por favor, padre. Os traidores precisam se casar, não é mesmo, Bianca e Adrian?
A cor sumiu do rosto dela por um instante antes de voltar com força total, agora em tons de vermelho indignado com expressão de quem logo perderia a compostura.
Eu avancei um pouco mais, puxando Sophie comigo, e então encarei Adrian.
— E você, Adrian… Soltei uma risada baixa, debochada. — Meu caro, que péssimo negócio você fez. Trocar minha preciosa por isso? Fiz um gesto com a cabeça em direção a Bianca, que abriu a boca, ultrajada. — Não me entenda m*l, Bianca. Você é interessante à sua maneira. Mas me parece que o rapaz aqui não entendeu que alguns diamantes são raros, únicos.
Minha voz carregava uma leveza proposital, como se aquilo fosse apenas um comentário trivial. Mas o veneno subjacente atingiu seu alvo em cheio. Bianca arregalou os olhos ficando ainda mais vermelha, sua boca abrindo e fechando sem conseguir formular uma resposta.
Desviei o olhar para Sophie, que me fitava com surpresa nos olhos, e levei sua mão aos meus lábios, depositando um beijo suave ali.
— Eu tenho o privilégio de tê-lo agora, o diamante mais raro e único de todo o mundo. Meus olhos deslizaram por eles novamente. — Ou será que já quer trocar de noivo? Provoquei, encarando Bianca diretamente. — Mas devo alertá-la, meu gosto é sofisticado. Então, não perca seu tempo. O desconforto no rosto dela foi instantâneo. A vergonha misturada com inveja escorria por sua expressão. Sorri. — Acho que você percebeu que fez um péssimo negócio, não? Perguntei diretamente para o noivo que parecia ter engolido a própria língua.
O burburinho entre os convidados ficou mais alto. Adrian fechou ainda mais os punhos, claramente desconfortável, enquanto Bianca parecia prestes a explodir de raiva.
E então, como a cereja no topo do bolo, meus olhos encontraram Emma.
Ah, Emma. A mãe sempre tão empenhada em empurrar Sophie para qualquer homem que achasse “adequado” e, ao mesmo tempo, tão disposta a exaltá-la menos que Bianca. Sua expressão era um misto de surpresa, desconforto e irritação.
Virei-me para ela, meu sorriso crescendo levemente. — E a senhora. Minha voz soou mais fria agora. — Não tente mais forçar minha Sophie a casar com aquele i****a.
Emma arquejou, levando a mão ao peito, enquanto eu simplesmente continuei a encará-la.
O silêncio estava carregado. Bianca e Adrian pareciam em choque, os convidados murmuravam, e Sophie… bem, Sophie apertava minha mão. Forte.
Sim, preciosa. Você nunca mais vai precisar baixar a cabeça para ninguém. — Continuem, por favor. Finalizei, recuando um passo. — Não se importem com nossa presença. Mas lembrei de algo muito importante e o sangue em minhas veias ferveram. Me virei para a Bianca novamente e disse: — Nunca mais toque suas malditas mão nela, ou conhecerá a minha furia, e garanto que não irá gostar, cunhada. E ela não precisa se vender, já você...
Pisquei um olho e me virei para sentar com Sophie. Observando o caos se desenrolar diante de mim, enquanto um sorriso satisfeito dançava nos meus lábios.
Desviem o olhar para minha gatinha, me inclinei e beijei seus lábios. Ela estava sem saber o que dizer.
Sorri, mas o meu olhar foi puxado. Ao fundo, percebi Emma, a mãe de Sophie, com uma expressão raiva. Ah, claro. A rainha-mãe do do m*l caratismo, aquela que sempre favoreceu Bianca e nunca escondeu o desprezo pela filha mais velha.
Eu m*l podia esperar para ver a reação dela quando percebesse que Sophie não era mais a garota frágil e descartável de antes.