Capítulo 37

1235 Palavras
Na manhã seguinte... Acordei sentindo um calor diferente ao meu redor. Braços fortes envolviam minha cintura, e um peito rígido subia e descia em um ritmo tranquilo contra meus s***s. Meu primeiro instinto foi gritar, mas antes que pudesse fazer isso, a realidade me atingiu. Dante. Ele está aqui. Não foi um sonho. Levantei o rosto devagar e o encontrei dormindo serenamente. Meus lábios se curvaram em um sorriso involuntário. Ele parecia tão... em paz. Com cuidado, deslizei os dedos por sua bochecha. — Sabia que você não resistiria a mim. A voz rouca e carregada de sono fez meu coração saltar no peito. Recuei no mesmo instante, mas já era tarde demais. Os olhos azuis estavam abertos, pregados em mim com intensidade. — Não pare. Murmurou, um sorriso satisfeito brincando em seus lábios. — Seus toques são delicados, mas cheios de carinho. Engoli em seco e tentei me afastar, mas Dante não apenas me segurou, como me puxou ainda mais para si. — Preciso trabalhar. Protestei. Ele ignorou completamente. — Vai usar aquele uniforme que te deixa parecendo um alface? Parei de me debater e estreitei os olhos para ele.— Palavras suas, que fique bem claro. Fechei os olhos e resmunguei. Ele riu. — Você fica tão adorável quando está irritada, gatinha. — Vou chegar atrasada. Gritei, tentando me soltar. — Para de ser inconveniente! — Você perdeu o emprego, meu amor. Esqueceu? Ele me puxou para mais perto, colando nossos corpos. Bufei, pronta para retrucar, mas congelei ao sentir algo rígido pressionando minha barriga. Arregalei os olhos, o calor subindo pelo meu rosto. Meu cérebro entrou em curto-circuito. "Será que é de verdade?" Me questionei, sentindo minhas bochechas queimarem de vergonha. — Eu sei. Murmurei, tentando me concentrar em qualquer coisa que não fosse… aquilo. — Mas vou tentar recuperá-lo. Não posso me atrasar. Em um tentativa desesperada de escapar, me impulsionei para trás, mas Dante foi mais rápido. Ele me puxou de volta, fazendo-me colidir contra seu peito. — DANTE! Exclamou ela, irritada. Mas eu sabia que ela havia percebido o efeito que causava em mim. Ser humano não está sendo nada fácil. Respirei fundo, tentando ignorar o calor que subia pelo meu corpo. — Não precisa trabalhar, Sophie. Mas sei que gosta, então vou te apoiar em qualquer coisa que queira fazer. A voz saiu mais grave do que o normal. — Só não permitirei que volte para aquele emprego. Você tem um novo agora. E, nesse, é a chefe. Tentei processar as palavras dele, mas minha mente estava presa em outra coisa. Ele se levantou… e foi nesse momento que eu vi. O "Dante Júnior," bem visível. Ele estava sem cueca, safado! Pisquei. Pisquei de novo. Meu cérebro foi bombardeado por pensamentos indecentes. "Isso é mesmo real?" Meu coração disparou. Comecei a me perguntar se aquilo era real. O som da risada dele me trouxe de volta à realidade. — O quê? Perguntei, ainda em choque e sentindo-me embaraçada. Ele se inclinou, beijou minha testa suavemente e, com um tom brincalhão, disse: — Quer tocá-lo? Acho que está em dúvida sobre ser verdadeiro… de carne e veias. Minha boca abriu e fechou algumas vezes. Estreitei os olhos para ele, tentando parecer ofendida, mas… a curiosidade me corroía. Afinal, ele era apenas um código. "Ou será que não?" Dante se deitou ao meu lado novamente, e sua voz ficou mais suave. — Eu estou aqui de verdade, Sophie. Nada está faltando. Olhe para mim. Levantei os olhos e me perdi no olhar dele, agora mais intenso, mais... desejoso. Sem perceber, meus dedos começaram a tatear seu corpo até que encontraram o lugar certo. E quando toquei, senti a carne pulsante e dura sob minhas mãos. Ele é... grande, grosso e... Dante gemeu baixo, impulsionando-se levemente para frente e para trás. O pânico bateu. Cheia de vergonha, parei, me levantei e corri para o banheiro. Meu coração batia tão forte que parecia que todo o ambiente podia ouvir. "O que deu em mim?" Murmurei para o espelho, minha pele pegando fogo. Era a primeira vez que Dante não fazia piada. Talvez ele tenha notado o quanto eu estava envergonhada. Nunca me senti assim. — Vou me arrumar em outro quarto, meu amor. Ele disse suavemente. — Darei privacidade a você, não demore. Precisamos ir à empresa. Fiquei paralisada, tentando absorver suas palavras. *** Cheguei à cozinha e parei na porta, surpresa. Dante estava ali, impecável como sempre, vestindo um terno perfeitamente alinhado, a gravata solta no pescoço e as mangas da camisa dobradas até os cotovelos. O cabelo bem penteado, a barba desenhada… Ele parecia uma pintura renascentista de tão perfeito. Mas o que mais me surpreendeu não foi sua aparência, e sim o fato de que ele estava cozinhando. Ele mexia algo em uma frigideira, concentrado, enquanto o aroma de café fresco pairava no ar. Seu rosto carregava um pequeno sorriso divertido, como se soubesse exatamente o que eu estava pensando. Sentei-me à mesa e o observei. Ele não disse nada, respeitando meu silêncio, mas o sorriso ficou mais marcado quando percebeu que eu o analisava. Minha curiosidade me fez pegar o celular, e o que vi me fez quase cair da cadeira. — Meu Deus… Meus olhos estavam arregalados enquanto eu passava as imagens freneticamente. Fotos minhas e de Dante estavam estampadas em todas as capas de jornais e sites de fofoca. Foi quando ele se virou, apoiando-se casualmente na bancada, segurando uma xícara de café e com aquele sorriso presunçoso. — Você já viu, então. Levantei os olhos para ele, ainda em choque. — Estamos com a cara estampada em todos os jornais! A minha mãe e a minha irmã devem estar surtando agora! Ele pegou o celular e abriu uma das matérias, lendo em voz alta: "Ontem, houve o casamento do empresário Adrian Bettencourt com Bianca Carter. Mas Sophie Carter, a irmã da noiva, roubou toda a cena. Além das revelações que chocaram alguns convidados, o novo namorado da nossa querida jornalista foi a sensação. Para quem não o conhece, ele é Dante Ravelli, o novo CEO da Empire, uma rede de comunicação que pertenceu ao pai de sua namorada." Quando ele terminou de ler, olhei para ele com os olhos cheios de lágrimas. Dante franziu o cenho, preocupado. — O que houve, gatinha? — Você comprou a Empire? Minha voz saiu trêmula. Ele assentiu, como se fosse óbvio. — Sim, comprei para você. Não poderia deixar algo tão significativo para você nas mãos de outras pessoas. Sei que você queria comprá-la, Sophie, mas sua mãe destruiu esse sonho. Engoli em seco, sentindo uma onda de emoções me dominar. — Você… Você fez isso por mim? — Claro. Você merece. E agora, essa empresa é sua. Fiquei sem palavras. Horas depois, Dante me levou até a Empire. O prédio era imponente, elegante e, acima de tudo, agora era meu. Ao entrar, senti um frio na barriga. Os funcionários me olhavam, alguns curiosos, outros surpresos. Subimos pelo elevador privativo, e, quando as portas se abriram, lá estava ela: minha sala que um dia tinha sido do meu pai. Respirei fundo e caminhei até a mesa, passando os dedos pela madeira polida. Dante se aproximou e sussurrou no meu ouvido: — A Empire agora é sua, meu amor. Você tem o poder de fazer o que quiser com ela. Olhei para ele e sorri. Eu faria valer a pena.
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