Horas depois… O despertador não tocou, e acordei sobressaltada. Senti movimentações dentro do quarto, e abri os olhos lentamente enquanto me espreguiçava, ainda sonolenta. Mas despertei de vez ao ver a cena diante de mim. Um homem careca, coberto de purpurina e sentado de pernas cruzadas, tomava chá com a serenidade de quem já se sentia em casa. Ao seu lado, mais de vinte pessoas em pé, todas impecavelmente vestidas. Do outro lado do quarto, mais três, e ali, bem no centro, suspenso num cabide de veludo, estava o meu vestido de noiva. Meus olhos se encheram de lágrimas. Aquela imagem era real. Por cinco minutos, permaneci em silêncio, apenas absorvendo o momento, até que o homem excêntrico falou com naturalidade: — Vamos, coração. Ou o seu noivo nos matará. Esta tarde é toda sua. Ia

