Horas depois... Estávamos enrolados nos lençóis, ainda ofegantes, os corpos colados como se temesse se separar. A respiração dela, aos poucos, retomava o ritmo calmo, enquanto meus dedos deslizavam lentamente pelas suas costas nuas. Mas havia algo em seu silêncio... Eu sentia. Minutos depois, ela se ergueu um pouco, os olhos perdidos em algum ponto da parede. Seus ombros estremeceram, e então ela deslizou para o meu corpo, deitando-se sobre ele de frente para mim. Encostou a testa em meu ombro e chorou. Chorou baixinho, como se quisesse esconder o que sentia. Mas eu senti. Cada lágrima dela queimava em mim. — Ei… Sussurrei, envolvendo-a com firmeza, passando a mão em suas costas. — O que foi, meu amor? Ela apenas balançou a cabeça, como quem tenta afastar um pensamento, mas as palavr

