Na manhã seguinte...
Me olhei no espelho e girei nos calcanhares sob o olhar escrutinador de Dante. Sempre gostei de estar atenta à moda, mas meus gostos sempre foram os de uma adolescente fofa e apaixonada. Talvez seja por isso que meu bebê quase sempre me compra algo delicado. Mas ele também sabe escolher as mais belas roupas, vestidos para ser específica.
Dante ama me ver de vestido, e isso me faz lembrar da noite em que fui à boate usando o modelo mais sexy do meu guarda-roupa. Ele ficou com tanto ciúmes que simplesmente sumiu.
Agora, vestindo esse modelo azul cobalto, com uma f***a até a coxa esquerda e alças trançadas, me observo no espelho. A cor ficou perfeita na minha pele.
— Está perfeita! Você é linda, Sophie, não se esqueça disso.
Senti minhas bochechas arderem de vergonha. Ele também estava impecável. Se tem uma coisa que não posso reclamar, é do bom gosto de Dante.
— Obrigada, bebê. Você também está perfeito.
— Vamos? Ou desisto de ir a qualquer lugar com você assim.
Sorri e passei por ele.
— Precisamos ir à confraternização da empresa, não se esqueça.
Ele me seguiu, mas pude sentir seu olhar queimando sobre mim.
Ao sairmos da garagem, Dante parou de repente, fixando o olhar em um ponto. Olhei na mesma direção para entender o que era, mas não vi ninguém. — O que houve?
Ele sorriu e respondeu:
— Nada, meu amor. Só estava pensando se fechamos tudo, se desligamos o gás.
Revirei os olhos e cruzei os braços.
— Você esqueceu que transformou a casa em uma fortaleza?
Ele gargalhou e colocou o carro em movimento.
***
Horas depois...
Dante subiu ao pequeno palco improvisado no salão principal da empresa, e todos os olhares se voltaram para ele. Ele estava impecável como sempre, vestindo um terno cinza-escuro perfeitamente ajustado, que realçava ainda mais sua presença imponente. Seu olhar percorreu a multidão com naturalidade, e a forma como ele segurava o microfone exalava confiança.
Me encostei discretamente em uma das mesas, observando-o. A voz de Dante preencheu o ambiente com um tom firme e envolvente.
— Boa noite! Sua voz ressoou com firmeza e um leve toque de charme, o suficiente para prender a atenção de cada pessoa ali. — Estamos encerrando mais um ano de muito trabalho e dedicação. Sei que nem sempre foi fácil, mas o esforço de cada um de vocês tornou possível tudo o que conquistamos.
Os funcionários o olhavam com respeito e admiração. Dante não era apenas um líder, era um exemplo. E, claro, um homem absurdamente lindo de terno, mas isso era detalhe.
— Quero desejar a todos um feliz Natal. Que aproveitem o feriado com suas famílias, descansem e celebrem. Afinal, vocês merecem.
Aplausos tomaram o salão, e Dante desceu do palco com sua elegância natural. Mas, antes de chegar completamente até mim, se inclinou ligeiramente e sussurrou no meu ouvido, a voz carregada de diversão: — E agora, minha querida humana, chegou a hora do verdadeiro show... A ceia na casa da sua mãe.
Me afastei só para encará-lo e vi aquele sorriso presunçoso que me dava vontade de bater e beijar ao mesmo tempo.
— Comporte-se.
Ele me lançou um olhar divertido, segurando minha mão antes de me guiar para fora do salão.
— Não prometo nada, meu amor.
Segurei a vontade de revirar os olhos e apenas segui ao lado dele. Dante sempre tinha que transformar tudo em uma cena à parte.
[...]
A viagem até a casa da minha mãe foi silenciosa, mas não por falta de assunto. Dante segurava minha mão sobre a perna dele enquanto dirigia, o polegar deslizando suavemente sobre minha pele. Era um gesto pequeno, mas carregado de significado. Talvez fosse sua forma de me lembrar que ele estava ali, independente do que acontecesse.
Quando chegamos, vi que a fachada estava iluminada com luzes festivas. O cheiro da ceia se espalhava pelo ar, e vozes podiam ser ouvidas antes mesmo de entrarmos. Dante parou o carro e suspirou.
— Preparada para o show, minha humana desobediente? Sussurrou, o tom debochado me arrancando um olhar atravessado.
— Dante... Avisei, mas ele apenas sorriu e abriu a porta do carro para mim.
Seguimos em direção a casa, ao pisarmos na entrada, minha irmã foi a primeira a aparecer, com um sorriso falso nos lábios.
Bianca — Sophie! Que bom que veio... e trouxe ele. Disse, olhando Dante de cima a baixo.
Ele apenas ergueu uma sobrancelha, sem perder a pose.
— Imagino que a noite ficará ainda mais interessante. Murmurou para mim, baixo o suficiente para só eu ouvir.
Bianca – A mamãe estava esperando por vocês. Entrem. Feliz Natal, irmã e... cunhado.
Eu queria dizer que o sentimento não era recíproco, mas, por minha Sophie, suportaria a falsidade dessa cobra.
— Ela estava esperando por nós? Questionei, cínica.
Quando a aprendiz de megera ia responder, a megera rainha apareceu, com aquele tom meloso de boa mãe, o mais falso de todos os tempos.
Emma – Ah, aqui estão vocês. Fico feliz que tenham vindo. Entrem, por favor. Mostre a casa e apresente seu amigo para nossos amigos e familiares, filha.
Sophie olhou para a mãe, incrédula com tanta cordialidade repentina. Eu sabia que ela não me queria ali, mas era tudo uma encenação. No fundo, era exatamente isso que Emma queria: que eu viesse. Sabia que eu não deixaria Sophie vir sozinha.
— Olá, sogra. Boa noite! Fico feliz que tenha nos convidado. E, além de amigo, também sou futuro esposo da Sophie. Trouxemos este vinho, espero que goste.
Ergui a garrafa, e ela a analisou como se visse cifrões brilhando sobre o vidro. Esse era um dos vinhos mais caros do mundo. Ela puxou a garrafa das minhas mãos.
Emma – Não precisava se incomodar. Entrem, por favor.
Ela nos deu passagem. Assim que entramos, Sophie ainda parecia sem reação diante da mudança repentina da mãe.
— Obrigado, com licença. Ah, também trouxemos alguns presentes. Estão no carro.
O sorriso de Emma se alargou ainda mais. Mas tudo o que eu queria era dizer: Bruxa velha ambiciosa. Em vez disso, apenas sorri como o bom cavalheiro galanteador que ela esperava que eu fosse.
Emma – Obrigada, filho. Não precisava se preocupar.
E olha só como as coisas mudam... Agora eu já era chamado de filho.
Sorri novamente e, ao olhar ao redor, avistei de longe o ex de Sophie, Adrian, agora atual marido da irmã dela. Pisquei um olho e sorri de canto. Ele estava odiando minha presença ali.
— Vem, Dante. Vou te apresentar a algumas pessoas.
— Claro, amor. Vamos! Mas antes, me virei e acrescentei: — Daqui a pouco vou pegar os presentes.
Emma apenas assentiu, satisfeita.
Sophie me arrastou para longe, com pressa. Assim que viramos um corredor, ela me jogou contra a parede, apontando o dedo na minha cara.
— Mas o que diabos você pensa que está fazendo? Está tentando seduzir a minha mãe ou algo do tipo?!
Cruzei os braços e arqueei uma sobrancelha, me divertindo com sua fúria.
— Ai, gatinha... guarde essa selvageria para quando estivermos em casa. Sou todo seu. Além disso, é um tanto patético você sentir ciúmes daquela velha de cara esticada de botox. Achei que ela estava sorrindo, Sophie... por Deus!
Ela gargalhou, e eu aproveitei o dedo saliente que ainda estava em minha direção e o levei à boca, chupando-o lentamente.
Os olhos dela se arregalaram, ela o recolheu rapidamente.
— Não seja pervertido! Vamos, preciso te apresentar para algumas pessoas.
Sorri provocadoramente, ela bufou, saindo na frente e pisando duro. Meu olhar automaticamente deslizou para o lindo traseiro dela, rebolando na minha frente.
Ah, essa noite prometia...