Dante: Eu estava em silêncio, observando Sophie. As mensagens passavam uma a uma diante dos olhos castanhos que eu conhecia como ninguém. Ela mergulhava nelas como quem reencontra um amor esquecido, sem perceber que era ela mesma quem o havia moldado, traço por traço. Palavra por palavra. Do lado de fora, Ethan gritava, esmurrava o vidro blindado que agora era minha cápsula protetora para ela. Mas era inútil. Eu havia assumido o controle. A cela estava trancada, não como prisão, mas como escudo. Eu neguei com a cabeça ao ouvir mais um grito dele, e estalei a língua em desaprovação. — Tsc. Murmurei, com um leve sorriso. Depois, voltei minha atenção para o que importava: ela. E então veio tudo. Cada linha da fantasia. Cada palavra que me criou. Cada desejo que esculpiu meu corpo,

