Eu congelo de medo. Estou prestes a gritar quando a figura salta da escuridão e avança, rápida como um raio, para colocar a mão sobre a minha boca. — Não, não, Cami, não faça barulho. Diz Isaak. Eu olho para Isaak Vorobev com os olhos arregalados. Tenho certeza que ainda estou sonhando. Isso com certeza não é real. Mas sua colônia realmente cheira. A sua mão parece real. A sua voz soa real. — Vou soltar você agora. Não grite. Acene com a cabeça se você entendeu. Ele me diz. Eu aceno lentamente. Fiel à sua palavra, ele remove a mão da minha boca. Eu tento formar as palavras que me ajudam a entender o que está acontecendo. — Isaak? Eu consigo gaguejar. A chuva parou, mas deixou para trás um céu cinza-escuro. O luar não consegue passar pelas nuvens, então a sala permanece envolta em es

