A vista do restaurante era de tirar o fôlego. O mar n***o da noite se estendia além da varanda, pontilhado pelas luzes suaves dos barcos ao longe. As ondas batiam nas pedras lá embaixo, trazendo aquele som rítmico, quase hipnótico, que se confundia com o burburinho elegante do restaurante. Era o tipo de cenário que qualquer mulher sonharia em viver em um encontro romântico: vinho caro, pratos preparados por chefs renomados, risadas fáceis. E, por um instante, eu me permiti acreditar nisso. Talvez fosse isso que eu precisasse — fingir, por algumas horas, que nada estava acontecendo. Que eu não carregava o peso de mil segredos. Que não havia sangue em meu passado e nem ameaças em meu futuro. Apenas um jantar. Apenas uma mulher em um vestido preto de seda, adornada com joias, rindo para um

