Dante soltou um sutil “meu Deus”, baixinho, como se não conseguisse controlar. Nanci continuou: — Eu sei que a gente nunca se deu bem. Sei que você acha que eu não tenho coração… mas eu tirei você do caminho dele muitas vezes. Muitas. Quando você ainda engatinhava. Quando m*l falava. Qualquer coisa te fazia chorar, e choro deixava ele… — ela estremeceu — furioso. Elisa respirou fundo, a voz falhando: — Você… você tá dizendo que ele me batia… desde que eu tinha um ano? Nanci assentiu devagar. — Sim. Ele nunca teve paciência. E o simples fato de você existir deixava ele transtornado. Ele… — ela hesitou, olhando para Dante antes de continuar — ele pensou algumas vezes em te matar. — O QUÊ? — Dante praticamente rosnou, o corpo todo reagindo, se inclinando para frente como se fosse levan

