— Minha… sogra? — ele repetiu, quase rindo de nervoso. — Gente, vocês estão loucos? A Elisa não tem mãe. Ela morreu no parto. Ela contou pra mim. As irmãs confirmaram. É… é impossível. Rogério enfiou as mãos nos bolsos do terno surrado. — Pois é. — respondeu. — Mas ela tá viva. Bem viva, aliás. — Como… — Dante passou a mão no rosto, atordoado. — Como assim viva? Do que vocês tão falando? Sem responder, Rogério se virou e caminhou até a porta da sala. — Vou buscar ela. Dante esticou o braço. — Ô, pera aí! Onde você vai?! Eu não… Eu nem entendi essa p***a ainda! Arthur colocou uma mão no ombro dele, empurrando-o devagar para voltar à cadeira. — Calma. Senta. Espera um pouco. Deixa ele trazer. Dante obedeceu, mas porque as pernas falharam. Sentou quase caindo, o coração na garganta.

