— Amanhã uma ova! — ela rebateu, sem piscar. — Você vai se vestir e vir conversar comigo agora! O mundo está desabando na nossa cabeça! Cinco minutos! — apontou para ele como uma general. — Vou te esperar no escritório. E saiu, batendo a porta. Silêncio. Longo. Quente. Constrangido. Os dois se encararam, meio chocados. Elisa foi a primeira a falar, ainda escondida sob o lençol. — Pelo visto, aconteceu algo muito sério… porque ela não fez um comentário sequer por ter visto a gente assim. Dante ainda estava indignado, o peito subindo e descendo de raiva. — Sério ou não, ela não tem permissão para entrar no meu quarto desse jeito. — A voz dele engrossou. — Isso é inaceitável. Um abuso! Elisa riu, balançando a cabeça. — Ah, Dante… você que deu confiança pra ela. — Eu não dei i***

