Karla se despediu primeiro, depois de abraçar Elisa pela terceira vez. Karen, como sempre, foi mais breve — um toque leve no ombro da irmã, um olhar que dizia o que as palavras não conseguiam. Quando as duas saíram, o quarto ficou em silêncio, exceto pelo som baixo do monitor cardíaco. Dante ainda estava sentado na poltrona ao lado da cama, o braço apoiado no joelho, observando-a como quem não consegue desviar o olhar por medo de que algo aconteça no segundo seguinte. A porta se abriu e o médico entrou, um homem de meia-idade de expressão calma e voz suave. — Senhor Villar — começou, consultando o prontuário em mãos —, já está tarde. O senhor precisa voltar pro quarto e descansar um pouco. O seu quadro exige repouso. Dante levantou o olhar, impaciente. — Eu não posso ir. O médico a

