Capítulo 13

1890 Palavras

Assim que os passos de Marta e Jorge desapareceram no topo da escada, o silêncio se instalou. A casa enorme parecia respirar sozinha, envolta pela penumbra e pelo aroma adocicado do licor. Elisa respirou fundo, sentindo que o papel que representara durante o jantar começava, enfim, a pesar nos ombros. Virou-se para Dante, ainda de pé junto à mesa, e disse num tom firme, mas calmo: — Amanhã, encomende os lírios, por favor. Ele ergueu uma sobrancelha, surpreso com o modo como ela tomava as rédeas da situação. — Vou pedir pra Clara cuidar disso. — respondeu, tranquilo, servindo-se de mais um gole de vinho. — Ela é eficiente. Elisa inclinou a cabeça de leve, observando-o. — Ótimo. — replicou, sem arrogância, apenas com a segurança de quem estava acostumada a lidar com gente difícil. Da

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