— Quer conhecer a praia? — Relíquia perguntou quando estávamos saindo do quiosque e eu neguei com a cabeça. — Por quê? — Nada não, só prefiro voltar pra casa — respondi baixinho, evitando o seu olhar fixo em mim. — Tá sentindo alguma coisa? — Ele colocou seu braço em volta dos meus ombros, me levando para mais perto do seu corpo. — Tá tudo bem, sério.Acho que só não tô afim de criar mais lembranças boas com alguém que vai acabar sendo o motivo da minha tristeza. Um nó se formou na minha garganta e as lágrimas escorreram timidamente pelo meu rosto depois de recordar que o Relíquia afirmou com todas as letras que não quer nada sério com ninguém. A parte mais irônica é que ele deixa esse fato claro sempre que pode e, mesmo assim, me iludo para caramba que vamos ficar juntos algum dia.

