Jason Villena:
Minha noite estava perfeita, até que Vanessa veio incomodar, a Evelin até passa, ela é uma ótima pessoa e pelo visto se deu bem com a Morgana. Depois que as duas se apresentaram, Vanessa começou a soltar as farpas dela, o que não afetou em nada a Morgana, que continuou educada e amigável com todos. Me controlei até o máximo, até a Morgana receber uma ligação de um amigo, apesar desse “amigo" está dando em cima, não posso cobrar nenhuma satisfação. Ela é solteira, e mesmo se fosse a minha namorada, ela não é um objeto, e a coisa mais normal é os caras cantar as mulheres, o que não dá para evitar de acontecer. Eu não suporto mais a Vanessa no mesmo lugar, as vezes me pergunto, o que será que eu estava usando quando decidi namorá-la, ela é uma pessoa muito má, fria, mesquinha, tratas os outros com indiferença apenas por ser de classe alta, pisa e como se estivesse certa, faz do inferno a vida de quem a contrariar suas atitudes, depois da última humilhação que passei por sua família, prometi a mim mesmo que não deixaria ninguém mais me humilhar, e quando terminei com a Vanessa nunca mais namorei ou fiquei com ninguém, e quer saber estou me sentindo melhor assim, ter a Morgana em meus braços é a melhor que já me aconteceu, sei que disse a ela pra irmos devagar para não confundimos os sentimentos, mais acho que o conselho foi pra mim mesmo, porque acho que quem tá apaixonado sou eu, porém ela não precisa saber disso agora, quando ela tiver gostando de mim irei a pedir em namoro pro seu pai e irei me declarar, por encomenda vamos me certificar que não irei quebra a cara de novo. Se eu tivesse a conhecido antes, teria sido muito melhor, mas como diz minha mãe “ tudo durante a vida tem seu momento e hora para acontecer".
Agora estou aqui esperando a Morgana voltar do banheiro, e ela está demorando, e estou começando a ficar preocupado. Me levanto indo em direção aonde fica os banheiros e quando fico próximo do banheiro feminino, eu vejo as meninas parada na porta prestando atenção em alguma coisa que está acontecendo lá dentro, fora que está se ouvindo uma gritaria de lá.
Me aproximo e identifico as duas meninas, Júlia e Ana Maria, ambas irmãs.
— Oi, o que está acontecendo lá dentro? — Pergunto, torcendo que não seja nada envolvido com a Morgana!
— Nada demais, apenas a Vanessa arrumando encrenca novamente, só não conheço a menina com que ela está discutindo. — Júlia responde.
— Não a conheço! Mas estou torcendo para ela dar uns tapas em Vanessa, ela merece, a menina estava na dela — Ana Maria diz contendo uma risada.
— Você não tem Jeito! — Júlia diz fazendo sinal de reprovação.
— Até parece que você também não! — Ana Maria fala.
Eu me aproximo da porta e minhas torcidas foram para o brejo, era a Morgana. Ah meu santo Cristo, Vanessa não tinha mais nada para fazer hoje não hein??
— Ah meu Deus, é a minha amiga! — Falo e elas entenderam tudo.
No momento eu só escuto os estralo do tapa e olho em direção das duas, fico aliviado quem apanhou foi Vanessa. Eu entro dentro do banheiro e entro no meio das duas ficando de costas a Vanessa e seguro a Morgana, tentando o máximo de distância possível para ela não revidar em Morgana.
— Deixa eu arrebentar ela Jason! Ela merece mais! — Ela diz com raiva, e vejo seus olhos lacrimejarem. Pelo jeito as palavras de Vanessa surtiram efeito e ela passou dos limites, mais depois eu me acerto com ela, isso não vai ficar assim, não vai mesmo.
Morgana Nilmar
Sério, eu sou a pessoa mais educada desse mundo, só não me tira a minha paciência. Eu só queria saber como aquela desmilinguida sabe do meu passado, não que eu tenha algum problema em falar nele, mas as palavras dela me machucaram.
“ Você não passa de um lixo, que teve sorte de uma família achar e ficar com você”. – Vanessa proferiu essas palavras sem dó, o que foi que eu fiz para essa cobra? Deixo descer as minhas lágrimas, estou na caminhonete do Jason agora.
— O que aquela insuportável te disse para lhe deixar nesse estado? — Jason me pergunta entrando no lugar do motorista e me alcança uma garrafa de água.
— Não quero falar disso! E como ela sabe sobre meus pais? — Digo e questiono ainda com raiva.
— Eu não sei, eu a namorei quando estudava no colégio interno — Responde, e surge mais uma interrogação em meus pensamentos, na minha cabeça não surge uma só resposta em todo esse acontecimento. E se Jason não tivesse me segurado ela teria sentido o que era bom para a tosse.
— E porque você não deixou eu terminar de dar uma surra nela? —Disparo.
— Seria um inconsequente se deixasse lá, e com certeza ela iria arrumar de achar um jeito de te processar depois. — Ele diz e respiro fundo.
— Irei te levar para casa, o clima acabou né? — Ele diz e toca o meu rosto e enxuga as minhas lágrimas com um lenço.
— Não, se o meu pai me ver nesse estado vai sobrar para você! — Falo.
— Para a minha casa então? — Pergunta.
Balanço a cabeça concordando, e abraço os meus joelhos e me viro para o retrovisor, não estou afim de falar com ninguém, mais sei que a única pessoa que vai me entender e talvez dá essa resposta a minha dúvida será a dona Amanda, a mãe de Jason é incrível, que nem a minha. Porém como ela foi a minha babá e sabe das minhas crises que já tive na escola por causa de bullying, quando eu morava aqui. Não tinha necessidade de contar e chatear a minha mãe com isso.
Jason arranca a caminho da fazenda, e acho que ele entendeu que eu precisava de silêncio, pôs não houve mais pergunta alguma, só se escutava o som do motor. E assim foi todo o trajeto. Até eu avistar a típica casa amarela, com seu canteiro cheio de flores, dona Amanda sempre as amou.
— Sinto muito a falta da dona Amanda! — Exclamo sem perceber, e Jason me olha assustado talvez.
— Sei muito bem qual é esse sentimento, minha mãe dá esse efeito nas pessoas, em todos na verdade — Fala.
— Claro, ela é um amor. — Digo me lembrando dela.
— Talvez, ela esteja dormindo. — Ele diz.
— Sem problemas, posso matar a saudade amanhã cedo. — Falo.
Jason estaciona, e saí e abre a porta para mim e eu saio, ele a fecha e fica em minha frente e do nada me puxa e me abraça.
— Eu não sei o que aconteceu, mas não irei te pressionar para saber. Quando quiser me contar, pode ficar tranquila que estarei do seu lado. — Sussurra em meu ouvido e eu me deixo em ficar em seus braços, aspiro o seu perfume do seu pescoço e eu o aperto com os meus braços, retribuindo seu abraço.
—Obrigada por entender! — Digo e eu dou um beijo em sua bochecha.