Capítulo 5 - Chegada ao Brasil

2166 Palavras
Morgana Nilmar: Chegamos ao Brasil depois de boas longas 12 horas dentro de um avião, o trajeto foi intenso devo confessar que viajar de avião nunca foi um dos meus passa a tempos preferidos, ter crianças gritando, ouvir idosos roncar e mulheres gestantes vomitar, não é um sonho de se ter. Más o prêmio de ir passar esse final de semana na fazenda , com certeza, vale muito à pena. À final, todos os meus aniversários são aqui, foi onde eu nasci, pelo menos é o que a minha mãe acredita, quando ela me encontrou, foi em sua fazenda, nas nascentes de uma cachoeira. Graças à Deus ela me adotou, eu a amo, infelizmente Sophie não consegui me dar um irmãozinho, e ela sempre falou que eu fui um milagre em sua vida. E com a minha história, só posso falar que ela também foi um pra mim, não ia desejar mãe melhor. Estamos esperando um táxi, meu pai foi pegar um café, ele reclamou do que é feito no avião, e sinceramente, se for que nem a minha sopa horrível, que parece que tem areia dentro eu acredito. E lá vejo ele vindo com seu grande copo de café expresso na mão. _ Meu amor, a fila estava grande? - Minha mãe pergunta. _ Enorme, mas quer alguma coisa? - ele pergunta. _ Não, só curiosidade, o taxi já chegou vamos! - Ela responde. Meu pai despacha as malas e o motorista segue as colocando no carro, e seguimos para a fazenda. Chegamos e avistamos o capataz Demerit, trotando em seu cavalo marron, cor de mel, com sua carroça em nossa direção. _ Bom dia, patrão! - Demerit, cumprimenta meu pai. _ Bom dia! Me ajuda a colocar essas malas na carroça... Acho que vamos levar as malas primeiro, e voltar pra buscar às duas depois, se não irá pesar muito pro marmelo. - meu pai argumenta preocupado com o cavalo. _ Capaz, meu filho já está vindo com mais dois cavalos, não se preocupa patrão.- Demerit fala despreocupado. _ Então está certo! - ele assenti, meu pai pega duas malas e eu pego as minhas mochilas e as coloco as na carroça. _ Obrigada pela viagem moço! - meu pai fala pagando o taxista. Olho para o meu celular, e tento pegar o sinal, apenas pra mandar uma mensagem pra Camila. Se não é capaz dela ter um surto, ela é aquelas amigas muito,muito, muito, superproteção. Estou quase desistindo, quando sinto um vento brisando e batendo em minhas costas. Olho para trás e quase deixo o meu queixo bater no chão, o filho do capataz, é muito “ GATO! ". _ Bom dia! - o gato, quer dizer o garoto cumprimenta, se bem que ele é um homem, parece ser mais velho. Deve de ter quase 20 anos, seria muito velho pra mim? Tenho apenas 17, opa! 18 segunda feira. _ Jason! Meu filho ajude a senhora Morgana, a levando com o cavalo e deixe o outro para o patrão, e dona Sophie! - o Demerit dá ordens para o seu filho. _ Obrigado, seu Demerit! Más não precisa, me chamar de senhora, irei fazer apenas 18.- digo sorrindo. _ Pode deixar menina! A Amanda vai fazer um bom bolo de chocolate para comemoramos! - Demerit diz me abraçando, e sinto o olhar de Jason sobre mim, eu o olho, e vejo seus olhos verdes escuros. Ele tem a pele bronzeada, e está usando uma regata cinza, está usando um chapéu de cawboy, o que deixa ele muito sexy! Eu ia descer o meu olhar, até que escuto meu nome ser falado duas vezes. E parece que não foi só eu que estava desatenta, porque Demerit também chamava por seu filho. _ Morgana, responde o Demerit! Ele está falando com você...- Minha mãe me chama a atenção. _ Perdão, estou meio tonta e com um pouco de dor de cabeça mamãe! - falo o que não é mentira, eu não estou me sentindo bem. _ Eita patrão! Jason vai no meu lugar com a carroça, e ajuda ela a subir na carroça, é mais confortável ela ir nela, no que com o cavalo! Vai que ela desmaia meu filho...- Demerit diz preocupado. _ Claro, vem senhorita! - ele desce do seu cavalo e me pega no colo, e eu dou um grito, pelo o susto que tomei. _ Calma moça! Eu não mordo - diz rindo de canto. _ Você me assustou ! - falo balançando a cabeça em negação. _ Desculpa! E como eu falei, eu não mordo, ao menos se querer, daí é só pedir.- ele fala, e eu corei. Ele me coloco em cima da carroça com toda a delicadeza, e subiu sentando-se ao meu lado. _ Juízo! Minha filha, Jason te levará para o casarão, eu e seu pai temos que falar com ele e Amanda sobre a colheita! - minha mãe avisa. _ É Juízo! Morgana - meu pai fala me fitando, oxe, eu não entendi nada. Jason bate as rédeas do cavalo, e ele começa a andar devagar, e começou a pegar mais velocidades. _ Demora uma horinha pra chegar no casarão, as vezes me pergunto, porque o seu pai não faz a casa de vocês mais perto do começo da fazenda, aqui é enorme.- Jason comenta. _ Sossego, esse é o motivo por ele querer ficar tão afastado, e onde está o casarão, fica perto do estábulo, das cachoeiras, essa parte daqui é pra ficar concentrada as plantação, pra chamar atenção dos computadores.- explico, meu pai sempre me ensina sobre a administração daqui. _ Entendi, quer dizer que vai assumir aqui mais pra frente, já que sabe como funciona - ele pergunta. _ Talvez, não sei na verdade, eu trilho o caminho da arte, gosto de música, de escrever, desenhar, e claro que se tiver que assumir os negócios de meu pai assumirei, mas pra isso não é preciso deixar de seguir os meus sonhos.- respondo. _ Que legal, eu estou cursando medicina, estou no começo do curso, é difícil morar e estudar, sendo tudo longe... Mas como tenho a minha avó que mora perto da faculdade, eu fico lá durante a semana, e veio passar o final de semana com meus pais.- ele diz. _ Olha só! Meus parabéns, eu ainda nem sei o que eu quero seguir... Deve ser muito bom o que faz, poder salvar vidas, médicos são os grandes heróis na vida das pessoas. - falo admirada. _ Calma, pelo que escutei você tem apenas 18 anos! E escolher uma profissão, é algo muito importante, você vai escolher o rumo da sua vida... Então eu lhe aconselhar você se testar coisas novas na área que gosta, e ver a qual você se identifica, foi muito difícil pra mim também.- fala. _ Vou sim! Eu estou até separando cursos, mais tempo e indecisão, são dois carmas da vida. - falo e ele ri. _ Com certeza, mas e aí, está animada com a vinda pra cá? - pergunta. _ Estou sim, eu amo esse lugar, eu cresci aqui, fui adotada aqui literalmente.- falo sorrindo. _ Você é adotada? Minha nossa você é muito parecida com seus pais, e a cara da sua mãe.- ele diz. _ Eu sei, todo mundo diz isso - falo. _ Mas tem algo planejado pra fazer aqui nesse fim de semana? - pergunta. _ Acho que não, depende de meus pais.- respondo. _ Claro, mais se puder dar uma volta, as 19 horas passo pra te pegar, pra uma festa que vai ter hoje.- me convida animado. _ Festa? aonde vai ser? - pergunto. _ Vai ser no ginásio aqui perto, o pessoal da banda usa pra fazer suas apresentações, e vai ser acústico hoje, e como falou que gosta de música, é uma ideia boa...- responde. _ Ok, eu gostei da ideia.- digo. _ O que! Você quer sair comigo.- ele fica surpreso. _ Ué, você não convidou! - digo rindo do seu espanto. _ Claro, mais estou acostumado a ter meus convites rejeitados - ele diz rindo, porém vejo que está falando a verdade, e me dá um aperto no coração. _ Ué, as outras garotas não gosta de sair com você, o que tem demais? - questiono. _ Ah sério que não sabe! - ele me fita surpreso, e o cavalo relincha, e a gente ri. _ Não, é sério, você é bonito, legal pelo jeito, não entendo o porque.- digo sincera. _ Simples, eu sou pobre, fazendeiro, como as burguesas da faculdade diz “ Um ignorante sem futuro!". É difícil sabe.- ele diz magoado. _ Olha, você não pode dar razão para pessoas preconceituosas, elas gostam disso, e quem procura amizade por status, não é de boa índole, e não é por nada, mais as burguesinhas me deixaram de presente, um cowboy gato pra hoje! - digo, e ele fica vermelho sem graça. _ É obrigada pela as palavras, você é legal, é diferente...- fala. _ Diferente, vou levar como um elogio ...- falo rindo. _ Seu sorriso é lindo! - ele me elogia. _ Obrigada, e não liga pra esses comentários idiotas, ninguém é melhor ou inferior a você, e seu futuro só Deus prever. - digo e ele balança a cabeça confirmando. _ Você tem irmãos? - ele pergunta mudando de assunto, ele está desconfortável. _ Não, Sophie está tentando, Deus logo vai nos mandar um anjinho. E você tem irmãos? - respondo e questiono. _ Sim, tenho um irmão gêmeo. Inclusive ele é professor de matemática, conseguiu uma bolsa de estudos e depois que saiu da cadeia, eu arrumei uma vaga de serviço pra ele na Itália, você é de lá também? - ele conta. _ Sim, mas porque ele foi preso...- pergunto curiosa. _ Ele agrediu a ex dele, foi merecido ser preso.- responde. _ Complicado.- falo. O cavalo para e ele desce e faz a volta, e me puxa me colocando em seu colo, senti o seu perfume amadeirado, e nossa como ele é gostoso, esses músculos dele. Senhor porque? Ele abre a porta e me coloca no chão. _ Pronto, a princesa está entregue.- diz indo pra carroça, e pega as malas. _ A casa está vazia? - pergunto temerosa. _ Sim, a sua mãe avisou que ia ver algo com os meus pais - ele responde o óbvio. _ Claro, tomara que cheguem logo, detesto ficar sozinha ! não sei se me entende...- digo meio desesperada. _ Bom! Vamos colocar essas malas pra dentro e fazer um lanche, não estava tonta, então vamos cuidar de você.- ele fala sorrindo. Entramos na casa, e vejo as lindas paredes rústica de madeira, os móveis impecáveis de minha mãe. Minha mãe é toda detalhada em tudo, seus gostos reflete os anos oitenta, e confesso que puxei isso dela. E não me importo muito com o que está na atualidade, e nem da opinião dos outros. _ Casa bonita né, o seus pais sempre muito humildes e com muito bom gosto, lembro que seu pai mandou reformar os quartos é depois vai dar uma olhada. - ele comenta. _ Ah, então vamos ver ué! - digo correndo em direção aos corredores. Entro no meu antigo quarto e quando faço isso, fico maravilhada o meu quarto é todo branquinho, e uma cama enorme no centro, os meus livros estão numa estante embutida na parede em volta. _ Bom, espero que tenha gostado da minha organização, não sou muito bom nessas coisas, meu pai que pintou, depois seu pai mandou colocar as prateleiras, e aí depois foi com a gente a organização.- fala sorrindo contando os detalhes. _ Quer dizer, que além de gato, futuro médico, o senhor ainda é arquiteto? Ficou muito bom - elogio cada vez mais encantada com ele. _ Que isso! Assim você me deixa sem jeito- diz tímido. _ Por eu está elogiando um trabalho bem feito seu? - falo me aproximando dele. _ Ah, é que você é muito legal e linda...bom, é maravilhosa! ,- diz ficando com as bochechas vermelhas. Não consigo me conter, e eu o abraço e ele fica desajeitado no momento, mas depois me retribui, e esses braços dele me deixa louca. _ Se continuar fofo desse jeito, eu juro que vou te por num potinho e te levar pra minha casa! - digo. _ E se continuar assim, eu vou acabar ficando... - ele fala e se afasta, e se vira indo em direção a porta. _ Que foi Jason? Disse alguma coisa errada! - pergunto sem entender. _ Não! Claro que não, vou ir para a cozinha e preparar um lanche, é se refresque e descansa um pouco e desfrute o quarto, até depois- responde e saí do quarto. Eu hein, que homem estranho, mais gato e está me deixando louca, e se ele estiver com a mesma sensação que eu, até sei porque ele saiu do quarto correndo, mas ele não vai escapar de mim tão cedo, Ah não vai mesmo!
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